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Mamute-lanoso está próximo de retornar da extinção? Entenda!

A Colossal Biosciences, empresa norte-americana que se define como a primeira companhia de "desextinção" do mundo, espera recuperar mamute-lanoso até 2028

Éric Moreira Publicado em 07/03/2024, às 10h16

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Ilustração com mamutes-lanosos - Imagem por Mauricio Antón pelo Wikimedia Commons
Ilustração com mamutes-lanosos - Imagem por Mauricio Antón pelo Wikimedia Commons

Na última quarta-feira, 6, a empresa norte-americana Colossal Biosciences — que se autoproclama como a primeira companhia de "desextinção" do mundo — anunciou que obteve avanços nas pesquisas para reviver o mamute-lanoso, extinto há 10 mil anos. A partir de uma espécie de "reprogramação" de células de elefantes, o grupo espera criar um espécime deste animal até 2028.

Os mamutes-lanosos, conforme descrito pela Revista Galileu, viveram durante a última Era Glacial, e por isso possuíam o corpo recoberto por pelos grossos, além de possuir longas presas curvilíneas. Eles ocuparam o norte do planeta, onde hoje está a Sibéria, sendo assim extremamente adaptados a um dos ambientes frios mais inóspitos do mundo.

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Para ressuscitar a espécie, os cientistas esperam criar células-tronco embrionárias a partir do elefante-asiático — que é mais de 99% semelhante geneticamente ao mamute-lanoso —, para que, a partir delas, gerassem as três camadas germinativas necessárias para dar origem ao restante do corpo.

Foi um dos nossos objetivos iniciais ser capaz de gerar essas células, porque você pode derivá-las sinteticamente usando um conjunto de fatores e usar quaisquer linhas primárias de qualquer espécie", explica Eriona Hysolli, chefe de Ciências Biológicas da Colossal Biosciences, ao IFLScience.

A partir disso, os fenótipos característicos da espécie poderiam ser adicionados às células-tronco, no que resultaria em um animal híbrido de mamute e elefante.

Por que recriar o animal?

Muitas pessoas devem pensar que ressuscitar os mamutes, animais adaptados a climas extremamente frios e que morreram com o fim da Era Glacial, seria um mero ato de crueldade científica, em um mundo que sofre cada vez mais consequências climáticas em decorrência do aquecimento global. Por isso, é válido se perguntar: por que ressuscitar os antigos mamutes, que não foram extintos por nada?

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Segundo os pesquisadores, o animal poderia trazer impactos positivos para o ecossistema ártico: "Esperamos afetar um ecossistema de maneira positiva, que talvez 10.000 anos atrás tenha sido degradado pelos humanos, o que causou uma transição de grama para árvores", afirma George Church, geneticista e cofundador da Colossal Bioscience.

A empresa também pontua que a reintrodução destes animais, que possuem não só a força necessária como também o hábito de derrubar árvores, poderia trazer as condições originais do Ártico de volta. Com isso, muitos impactos ambientais na região poderiam ser solucionados.

No entanto, os cientistas ainda acreditam que este ainda é apenas um sonho distante, e que muitos obstáculos ainda precisam ser superados antes que a recriação dos mamutes-lanosos ocorra de fato.