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'Nude' do czar Nicolau II viraliza no Twitter

Imagem de 1912 repercutiu através de um post da colorista Marina Amaral, e mostra Nicolau nadando pelado

Redação Publicado em 13/11/2020, às 19h00 - Atualizado às 19h02

A imagem de Nicolau II durante momento descontraído
A imagem de Nicolau II durante momento descontraído - #Romanov100 e Agência RT

Após um post publicado pela colorista Marina Amaral (Conheça o grande trabalho de Marina clicando aqui) o Twitter se deparou com uma foto singular de Nicolau II, czar do Império Russo em 1894. Isso porque a fotografia do ano 1912 mostra Nicolau pelado durante uma viagem à Finlândia.

Conforme divulgado pelo Moscow Times, as imagens curiosas fazem parte do projeto #Romanov100, em parceria com a agência RT, da Rússia no aniversário de execução dos Romanov.

"Os Romanov foram os pioneiros da fotografia - no início do século 20, eles possuíam as primeiras câmeras portáteis Kodak do mundo e capturaram quase todos os eventos significativos de suas vidas", explica o site do projeto. "Nós combinamos um grande conjunto de dados visuais com a narrativa transmídia para formar o quadro geral de uma “Rússia perdida”. Esta é a história da última família real do Império através de milhares de suas próprias fotos". 

Nicolau durante viagem em 1912 /Crédito - #Romanov100 e Agência RT

 

A 'nude' e outras imagens foram divulgadas inicialmente em 2018 através do projeto mencionado acima, no entanto, foi com a publicação de Amaral que os usuários viralizaram as fotografias de Nicolau.

O fim dos Romanov

Em uma noite fatídica de 17 de julho de 1918, a família real russa, os Romanov, já havia caído na mais absoluta desgraça. Desde maio estavam presos na Casa Ipatiev, em Yekaterimburgo. O local havia sido cercado por paliçadas altas e as janelas cobertas por jornais e nunca abertas, para que não fossem vistos. Eram vigiados o dia inteiro e tinham de tocar um sininho para avisar se fossem ao banheiro. Mais de uma vez, os guardas atiraram contra eles diante de desobediência. 

Pouco depois da meia-noite, foram acordados pelos guardas, sob o pretexto de serem transferidos. Mas, no lugar da rua, foram levados para o porão, eles os servos, 11 pessoas no total. Lá esperaram longos minutos até chegar o caminhão que levaria seus corpos, que manteve seu motor ligado para ocultar o ruído.

Yakov Yurovsky, chefe dos captores, leu então sua sentença: 

"Nikolai Alexandrovich, diante do fato que seus parentes continuam seu ataque contra a Rússia Soviética, o Comitê Executivo de Ural decidiu executá-lo"

Imediatamente, o pelotão começou a atirar. Cada um tinha um nome de quem seria seu alvo, inclusive as crianças, mas a coisa logo descendeu ao caos porque a fumaça das armas tornou impossível ver qualquer coisa.

A porta foi aberta e, quando a fumaça baixou, perceberam que os cinco filhos - a mais velha, Olga, com 22, o mais jovem, Alexei, com 13 - ainda estavam vivos. A ordem foi então matá-los com baionetas e o cabo dos fuzis. Quando isso não funcionou, mais tiros foram disparados.