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Notícias / Arqueologia

Esqueleto é identificado com síndrome de Turner pela primeira vez

Um método inédito criado por pesquisadores conseguiu detectar essa síndrome e outras pessoas pré-históricas com modificações cromossômicas

Isabelly de Lima Publicado em 11/01/2024, às 13h00 - Atualizado às 18h48

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Esqueleto que revelou presença de modificação cromossômica - Reprodução / Network Archaeology
Esqueleto que revelou presença de modificação cromossômica - Reprodução / Network Archaeology

Pesquisadores do Instituto Francis Crick, em colaboração com a Universidade de Oxford, a Universidade de York e a Oxford Archaeology, desenvolveram uma técnica inovadora para medir com maior precisão o número de cromossomos em genomas antigos.

Essa técnica foi aplicada em restos mortais antigos da Grã-Bretanha, resultando na identificação, pela primeira vez, de uma pessoa pré-histórica com síndrome de Turner (doença rara causada por modificações nos cromossomos sexuais femininos).

A pesquisa, publicada na revista Communications Biology nesta quinta-feira, 11, destaca a importância do novo método computacional que permite contar o número de cópias dos cromossomos X e Y. Além da síndrome de Turner, os cientistas identificaram o primeiro indivíduo conhecido com a síndrome de Jacob, do Período Medieval Inicial, três pessoas com a síndrome de Klinefelter de diferentes períodos, e um bebê com síndrome de Down da Idade do Ferro.

Pesquisador avaliando o esqueleto que indicou a presença de síndrome de Turner - Crédito: Reprodução / Network Archaeology

A condição caracterizada pela presença de cromossomos extras ou faltantes foi analisada em um amplo conjunto de dados do projeto Thousand Ancient British Genomes, abrangendo diferentes períodos históricos e locais, como Somerset, Yorkshire, Oxford e outros dois lugares em Lincoln.

Análise detalhada

Esses indivíduos existiram em diversos períodos, abrangendo desde a Idade do Ferro, que ocorreu há aproximadamente 2,5 mil anos, até o Período Pós-Medieval, há cerca de 250 anos, de acordo com a Galileu.

No caso dos três portadores da síndrome de Klinefelter, embora tenham vivido em épocas distintas, compartilhavam algumas semelhanças físicas notáveis, como uma estatura um pouco acima da média e sinais de maturação tardia durante a puberdade.

Os pesquisadores também conduziram uma análise detalhada dos ossos, chegando à conclusão de que é pouco provável que a mulher com síndrome de Turner tenha passado pela puberdade e iniciado a menstruação. Isso é particularmente intrigante, considerando que ela tinha entre 18 e 22 anos de idade no momento de seu falecimento.

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