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Filme retrata uma brutal história da pouco conhecida Revolução Federalista de 1893

Em “A Cabeça de Gumercindo Saraiva”, a jornada de um filho em busca da cabeça do pai, assassinado pelas forças do governo gaúcho

Letícia Yazbek Publicado em 25/10/2018, às 08h00

Longa retrata confronto federalista ocorrido no fim do século 19
Longa retrata confronto federalista ocorrido no fim do século 19 - Divulgação

No fim do século 19, o sul do Brasil vivia a Revolução Federalista, conflito causado pela crise política gerada após a Proclamação da República. O grupo revolucionário formado pelos federalistas lutava para libertar o Rio Grande do Sul do governo de Júlio de Castilhos e garantir maior autonomia ao estado.

O quarto longa de ficção do escritor e cineasta Tabajara Ruas, A Cabeça de Gumercindo Saraiva, que estreia nos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira, retrata um dos episódios mais marcantes da Revolução Federalista. Ele é baseado no livro homônimo, publicado por Ruas em 1997.

Murilo Rosa em A Cabeça de Gumercindo Saraiva Divulgação

Em 10 de agosto de 1894, Gumercindo Saraiva, um dos líderes rebeldes (conhecidos como maragatos), foi assassinado pelos soldados governistas, conhecidos como chimangos. Decapitado, teve a cabeça enviada a Júlio de Castilhos.

Ao se basear nas diferentes versões da história que permeiam o imaginário popular gaúcho, Tabajara Ruas teve a liberdade de recriar o episódio e contar sua própria narrativa. Nela, o filho de Gumercindo, Francisco Saraiva (Leonardo Machado), parte em uma longa jornada com o objetivo de resgatar a cabeça do pai, em posse do major Ramiro de Oliveira (Murilo Rosa), encarregado de levá-la ao governador.


A Cabeça de Gumercindo Saraiva, direção de Tabajara Ruas, 94 min, Brasil, estreia 25/10