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Caso Henry Borel: Entenda o que foi divulgado até agora sobre a morte do garoto

Henry, que tinha 4 anos, foi entregue a mãe e o padrasto com vida e, poucas horas depois, reapareceu com violentas lesões

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 23/03/2021, às 16h15

Em igreja, Leniel abraça o filho (rosto borrado) Henry
Em igreja, Leniel abraça o filho (rosto borrado) Henry - Divulgação/Leniel Borel

O domingo de 7 de março de 2021 parecia tranquilo quando o engenheiro Leniel Borel levou o filho Henry de volta para o apartamento da ex-mulher e mãe do garoto, Monique. Por lá, o garoto ficou com a progenitora e com o namorado, o vereador e médico Jairo Souza Santos Júnior, apelidado como Dr. Jairinho. Esta seria a última vez que Leniel veria o filho de 4 anos vivo.

De acordo com reportagem do portal UOL, os relatos de Monique na investigação apontam que o garoto chegou cansado e, ao chegar, pediu para dormir na cama do casal, pedido acatado.

Enquanto isso, o vereador e a mãe preferiram assistir televisão e, posteriormente, repousar no quarto de hóspedes antes de ir para o quarto onde o garoto dormia. Ambos só saíram de lá por volta das 3h30 da madrugada e, ao verificar o pequeno, notaram que seu corpo estava gelado e desacordado.

Monique acrescentou que carregava o garoto para o carro, de maneira a levá-lo ao hospital, quando fez o contato com Leniel, informando que o garoto estava inanimado.

O casal ainda tentou realizar respiração boca-a-boca, sem sucesso, deixando o jovem no pronto-socorro e avisando Leniel da entrada. O pai do garoto, no entanto, desconfiou do caso e, orientado pelos médicos, abriu um boletim de ocorrência.

 
 
 
 
 
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Laudo médico

Os exames feitos após a confirmação do óbito apontaram que Henry tinha sinais de violência, tendo a causa do falecimento apontado como hemorragia interna pelo rompimento do fígado e laceração hepática causada por uma ação contundente, ou seja, por algum tipo de trauma físico. Os hematomas eram espalhados pelo corpo, principalmente no torso e no crânio.

A perícia acrescentou detalhes das lesões, como informou o jornal Correio Braziliense; o abdômen e membros superiores estavam com múltiplas lesões, além da infiltração hemorrágica na parte frontal, lateral e posterior da cabeça, resultando também em edemas no encéfalo. Uma contusão no rim à direita, traumas pulmonares e grandes quantidades de sangue espalhadas pela barriga foram detectadas.

A explicação de Monique e Jairinho foi obtida após 12 horas de depoimento, com a justificativa de que o garoto possivelmente teria ficado em pé na cama e sofrido as lesões após uma queda abrupta no encosto de uma poltrona, caindo no chão.

No entanto, o vereador confirmou que não tentou realizar procedimentos de reanimação, alegando que não fazia massagem cardíaca desde a época da graduação em medicina.

 
 
 
 
 
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Processo de investigação

Ainda na reportagem do portal UOL, a investigação prossegue para entender a relação familiar do garoto com os envolvidos, planejando ouvir a doméstica da família, o legista e equipe médica que o recebeu no hospital, principalmente para esclarecer divergências entre o depoimento da mãe e do padrasto com a entrada e morte no hospital.

Leniel busca também compreender uma das informações posteriormente desmentidas por Monique; em depoimento, ele informou que a ex-mulher relatou ter escutado um barulho que os tiraram do quarto de hóspedes para verificar o filho. No entanto, os depoimentos do casal na delegacia não mencionam o suposto barulho.

Os advogados do pai também afirmaram ao UOL que cogitam a possibilidade de contratar um perito particular para realizar uma exumação, de maneira que averigue maiores detalhes sobre as lesões no corpo.