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Aliança, apoio dos EUA e exigências: Entenda o conflito entre a Rússia e a Ucrânia

Saiba quais são as razões para a atual tensão no leste europeu

Redação Publicado em 24/02/2022, às 10h43 - Atualizado em 01/03/2022, às 08h00

Manifestantes protestam contra a invasão da Ucrânia
Manifestantes protestam contra a invasão da Ucrânia - Getty Images

Depois de meses negando um possível ataque à Ucrânia, a Rússia deu início, na última quinta-feira, 24, a uma ampla invasão do território.

Tropas cruzaram diferentes pontos da fronteira e explosões foram registradas. Até o momento, ao menos sete pessoas morreram e outras 19 seguem desaparecidas, segundo o governo ucraniano.

Vladimir Putinassegurou durante pronunciamento televisionado que não planeja ocupar a Ucrânia. O presidente russo, todavia, alertou que haverá uma resposta "imediata" contra qualquer um que tente interferir na operação.

Entenda a crise

De acordo com informações da BBC, há anos a Rússia tenta impedir uma aproximação da Ucrânia com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Europeia, tanto que Putin tem exigido garantias de que o país do leste europeu não se juntará à aliança militar, a qual une 30 países. Além disso, também exige que a região se desmilitarize e se torne um Estado neutro.

O presidente russo Vladimir Putin / Crédito: Getty Images

A Ucrânia, que no passado fez parte da União Soviética, possui grande semelhança cultural com o gigante vizinho, sendo que o idioma russo é amplamente falado no território.

Contudo, essa proximidade acabou se desgastando quando a Rússia optou por invadir a Crimeia e Sevastopol no ano de 2014, depois que a Revolução Ucraniana depôs o presidente apoiado por Moscou.

Também vale lembrar que as chamadas repúblicas populares de Donetsk e Luhansk eram administradas, até o momento, por representantes russos. No entanto, com o decreto de reconhecimento assinado por Putin, a Rússia poderá construir bases militares nessas regiões.

Os dois Estados reconhecidos pelo Kremlin não apenas reivindicam o território que ocupam, mas também anseiam possuir todas as regiões ucranianas de Donetsk e Luhansk.

O Ocidente e os ucranianos

Os EUA e outros países aliados da Otan afirmam que não possuem planos de enviar tropas de combate para a Ucrânia. Contudo, oferecem apoio em forma de armamentos, conselheiros e hospitais de campanha.

Manifestantes seguram cartaz com dizeres contra a guerra / Crédito: Getty Images

Apesar de não enviar tropas diretamente para a Ucrânia, a Otan dirigiu quatro unidades de combate aos países Bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) e à Polônia, totalizando 5 mil soldados. Outros 4 mil soldados poderão ser enviados à Romênia, Bulgária, Hungria e Eslováquia.

Sanções?

De acordo com a fonte, para tentar conter o avanço das tropas russas em território ucraniano, os EUA, a União Europeia e o Reino Unido têm apostado em sanções econômicas. Enquanto Washington foca nas instituições financeiras e indústrias mais importantes para a Rússia, a UE tem se concentrado no acesso russo aos mercados financeiros.

Já o Reino Unido fez um alerta anunciando que irá impor restrições às empresas russas que acessam o dólar e a libra e que "aqueles dentro e ao redor do Kremlin não terão onde se esconder". 

Presidente Joe Biden junto ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky / Crédito: Getty Images

Exigências de Putin

Vladimir Putin exige uma promessa legal de que a Ucrânia jamais entre para a Otan. O político reclamou que a Rússia "não tem mais para onde recuar" e declarou que, caso o país insista em entrar para a aliança, esta poderá tentar recuperar a Crimeia.

O presidente russo também destaca que a Otan não deverá posicionar "armas de ataque perto das fronteiras da Rússia" e pede que as forças e a infraestrutura militar de Estados-membros que entraram na aliança após o ano de 1997 sejam retirados. A lista inclui países da Europa Central, do Leste Europeu e dos Bálticos.


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