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Vida ou morte: Por dentro do espetáculo de gladiadores

As lutas foram comuns em Roma e faziam a alegria do povo. Era uma tragédia anunciada

Fabiano Onça Publicado em 14/11/2019, às 10h00

Gladiadores romanos
Gladiadores romanos - Getty Images

Glória e vergonha nunca andaram tão juntas quanto na época dos gladiadores em Roma. A maioria desses lutadores era de escravos que haviam sido aprisionados nas campanhas romanas, ou criminosos e endividados que terminavam como escravos e eram enviados para as academias de gladiadores – justamente por serem fortes ou habilidosos. Pertenciam, assim, a classe dos infamis, ou seja, pessoas em desgraça.

Embora a vida deles não fosse fácil, já que eram submetidos a constantes treinamentos, não podiam reclamar. "Geralmente não eram acorrentados nem açoitados e não lutavam mais do que três vezes por ano. Melhor do que ser um escravo comum", diz a historiadora Barbara McManus, do College of New Rochel-le, nos Estados Unidos. A glória ficava por conta da adoração que os romanos tinham pelos gladiadores.

Os mais famosos faturavam prêmios, eram idolatrados e eventualmente ainda ganhavam uma espada de madeira (chamada rudis) no fim da carreira. Ela simbolizava a liberdade.

 

SEGUNDA DIVISÃO

Alguns gladiadores lutavam com animais Crédito: Divulgação/YouTube

 

Nem sempre os gladiadores lutavam contra outros guerreiros. Existia uma turma especializada em enfrentar animais. Era uma espécie de segunda divisão, que não deixava os lutadores famosos. Os romanos curtiam porque tinham a chance de ver animais raros, principalmente tigres e rinocerontes.

MANO A MANO

A luta era no mano a mano, e a coisa era organizada para evitar covardias, como gladiadores muito mais fortes contra outros fracotes. Dos quatro tipo de lutadores, só um, o retiário, podia recuar em combate.

PANCADARIA

Gladiador em luta no Coliseu / Crédito: Getty Images

 

O público podia salvar ou condenar um gladiador com apenas um sinal das mãos.Tem historiador que diz que, para salvar, era só levantar o polegar. Outros dizem que o gesto certo era levantar a mão fechada.

A MORTE

Se o guerreiro estivesse para morrer e o povo não o salvasse, o importante era aceitar o fim sem fazer escândalo. Depois do golpe fatal, o corpo era removido por um homem vestido como Caronte – o barqueiro que, segundo a mitologia, levava as almas para o inferno.


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