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Das Catacumbas de Paris ao Monte Everest: Pontos turísticos que abrigam esqueletos humanos

Tendo esse objetivo ou não, essas atrações turísticas fazem sucesso entre as pessoas ao redor do mundo

Alana Sousa Publicado em 29/10/2019, às 09h00

Catacumbas de Paris
Catacumbas de Paris - Getty Images

Algumas atrações turísticas contêm corpos humanos colocados lá que os turistas nem percebem. Em outros casos, os restos ficam à vista dos visitantes sendo o principal atrativo do local.

Confira abaixo cinco pontos turísticos cheios de restos humanos.

1. Rio Amarelo

Crédito: Wikimedia Commons

O Yellow River, ou Rio Amarelo, fica localizado na China, e é conhecido pela grande quantidade de corpos humanos que boiam nele. Muitas pessoas o escolhem para cometer suicídio, assassinos jogam lá o corpo de suas vítimas e há ainda casos de afogamento. Os cadáveres dessas pessoas continuam lá, pois uma barragem impede com que eles sigam o fluxo do rio.

O governo chinês não mostra interesse em realizar a retirada dos restos mortais, fazendo com que alguns cumpram a tarefa por dinheiro. O empresário Wei Xinpeng já resgatou, desde 2010, cerca de 500 corpos. Os quais ele descreve em anúncios de jornais e cobra uma taxa para que a família da vítima possa retirar.

2. Igreja dos Ossos

Crédito: Wikimedia Commons

O Ossuário de Sedlec, ou Igreja dos Ossos, fica na República Tcheca. Está repleto de esqueletos, estima-se que seja entre 40 mil e 70 mil. Os ossos são parte da decoração da igreja. Com eles foram construídas pirâmides, castiçais e um enorme lustre.

A bizarra decoração começou no século 13, quando um monge jogou terra ao redor do cemitério de Sedlec. Logo, todos na atual República Tcheca e nos reinos vizinhos queriam ser enterrados no local, possivelmente acreditando que seria solo sagrado vindo de Jerusalém.

Em 1870, o carpinteiro Frantisek Rint decidiu transformar os restos mortais em obras de arte. Rint branqueou todos os ossos e começou a sua mórbida criação. O local hoje atrai milhares de turistas anualmente.

3. Catacumbas de Paris

Crédito: Wikimedia Commons

Os cemitérios de Paris enfrentaram uma superlotação no século 18 e as autoridades decidiram transformar as pedreiras debaixo da cidade em uma catacumba, para então enchê-la com os restos mortais de mais de seis milhões de pessoas.

Inicialmente os esqueletos, transportados através de carroças, foram jogados nas catacumbas sem um padrão, mas depois trabalhadores do local começaram a organizar artisticamente os crânios e ossos. Hoje, são, em sua maioria, expostos na forma de painéis.

Acredita-se que haja cerca de 320 quilômetros de túneis que ligam as catacumbas, mas apenas 2 km são abertos para visitantes.

4. Monte Everest

Crédito: Wikimedia Commons

O Monte Everest está cheio de cadáveres. O lado norte é onde se encontra a maior concentração de corpos. O número oficial é desconhecido, mas acredita-se que desde 2015 a somatória chegue a 200.

Os cadáveres são deixados na montanha pelo alto custo da remoção. Como a vítima sempre está congelada, seu corpo pesa quase duas vezes mais, fazendo com que seja preciso de seis a oito guias para cavar ao redor do gelo e assim carregá-lo para fora da montanha.

5. Lago Roopkund

Crédito: Wikimedia Commons

O lago Roopkund em Uttarakhand, na Índia, é conhecido por seus esqueletos. Na maior parte do ano o lago fica coberto de gelo. Porém, quando o clima fica mais quente, turistas podem ter uma visão assustadora de 200 esqueletos na borda do local.

Descobertos pelos britânicos pela primeira vez em 1942, durante a Segunda Guerra, eles acreditavam se tratar de soldados japoneses que tentaram uma invasão no território indiano. Mas em 2004, historiadores concluíram que se tratava de dois grupos de pessoas mortas por pedras de granizo por volta de 850 d.C..

Os restos mortais possuem dentes em seus crânios e ombros, indicando que foram atingidos por algo de cima — o que pesquisadores afirmaram serem enormes pedras de granito, aproximadamente do tamanho de bolas de tênis.


Saiba mais através das obras abaixo

Las Catacumbas de París: Una interminable noche recorriendo sus túneles centenários (e-book)

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Numerical Modelling of Ice Floods in the Ning-Meng Reach of the Yellow River Basin, Chunqing Wang (2018)

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Uma Casa no Fundo de Um Lago, Josh Malerman (2018)

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Os 10 Lugares Mais Assustadores do Mundo, Editora PESAFRA (e-book)

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