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Entre 1818 e 1921, livros ilustraram demônios e outras superstições

As diferentes obras foram feitas de acordo com a imaginação e crença dos autores. Confira as imagens!

Redação Publicado em 14/11/2021, às 08h00

Uma das ilustrações publicadas entre 1818 e 1921
Uma das ilustrações publicadas entre 1818 e 1921 - ‘Dictionnaire Infernal’, de Jacques Collin de Plancy

Além de listar personagens, seres, referências bibliográficas e diversas manifestações vindas do inferno, o 'Dicionário Infernal', escrito em 1818 pelo ocultista e demonologista francês Jacques Auguste Simon Collin de Plancy (1794-1881), revela também uma série de lendas, feitiços e superstições do mundo sobrenatural.

Com o passar dos anos, o autor, que, antes, se opunha à religião, se tornou um devoto católico e, por isso, fez diversas mudanças na obra, colocando-a conforme as regras da Igreja. A última versão, de 1863, — e a mais conhecida de todas — recebeu cerca de 60 ilustrações do pintor Louis Le Breton, que, mais tarde, foram talhadas em madeira pelo artista M. Jarrault.

Já no início do século 20, um manuscrito encadernado com pinturas de seres demoníacos foi produzido na cidade de Isfahan, no Irã. Segundo Ali Karjoo-Ravary, especialista em estudos islâmicos, os desenhos foram feitos para acompanhar textos que compunham um tratado sobre rituais de magia e feitiços.

“O autor atribuiu seu conhecimento ao rei Salomão bíblico, que ficou famoso por invocar espíritos e demônios”, diz. Entre as 56 ilustrações da obra, feitas em aquarela, nem todas eram de demônios. Havia também de arcanjos e de animais associados ao zodíaco. No entanto, nenhuma delas foi retratada de forma comum ou até mesmo angelical.

Créditos das imagens:

‘Dictionnaire Infernal’, de Jacques Collin de Plancy e manuscrito encadernado escrito por um rammal, em Isfahan, Irã / Departamento de livros raros e coleções especiais de princeton (mss islâmico, 3ª série, no 349) / Biblioteca da universidade de Princeton / publicdomainreview.org