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Encontrado intacto: o apartamento de uma socialite que se manteve fechado durante 70 anos

Em Paris, o imóvel ficou intocado e guardou pinturas avaliadas em 2,1 milhões de euros por mais de meio século

Larissa Lopes, com supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 21/01/2021, às 18h51

Apartamento guardou pinturas raras por 70 anos
Apartamento guardou pinturas raras por 70 anos - Divulgação/Youtube

Parece estranho que um apartamento tenha permanecido fechado durante 70 anos e, mais ainda, que nenhum aluguel estivesse atrasado. Mas foi assim mesmo que a propriedade ficou em Paris, na França.

A dona do apartamento o abandonou e partiu para a região do sul antes da Segunda Guerra Mundial, nunca mais retornando. Segundo o jornal britânico The Telegraph, ninguém habitou o imóvel durante todo o tempo, mas as contas foram pagas e ninguém sabia o que havia ficado em seu interior.

Apenas em 2010, com a morte da proprietária aos 91 anos, que o mistério foi desvendado. Os profissionais encarregados pelo inventário de seus bens tiveram que ir até o apartamento, que fica localizado próximo à igreja Trinité, em Paris, entre o distrito da luz vermelha de Pigalle e a Opera.

Ao adentrar o local, um dos profissionais disse que foi como “tropeçar no castelo da Bela Adormecida”, já que o tempo parecia ter parado em 1900. "Havia um cheiro de poeira velha", afirmou Olivier Choppin-Janvry, uma das pessoas que fez a descoberta. 

Os objetos também permaneceram intocados. Foto: Divulgação/Youtube.

 

Alguns detalhes observados por eles no apartamento foram: tetos altos de madeira, um velho fogão a lenha, pia de pedra na cozinha, um avestruz empalhado, uma penteadeira com estrutura requintada, e também um brinquedo do Mickey Mouse - datado de antes da guerra.

Olivier contou que perdeu o fôlego quando viu, no apartamento abandonado, o quadro surpreendente de uma mulher com um vestido de gala feito de musseline rosa - tecido com toque de seda leve e transparente.

A pintura era do italiano Giovanni Boldini, que viveu entre 1842 e 1931. Olivier concluiu que a intenção do artista foi retratar sua musa na época, que por sinal era a avó da dona do apartamento.

Marthe de Florian, musa do italiano Giovanni Boldini. Foto: Divulgação/Youtube.

 

Marthe de Florian, além de musa de Boldini, foi uma atriz com outros admiradores, que mandavam fervorosas cartas de amor. As cartas permaneceram guardadas no local abandonado, e embrulhadas com fita. Entre os admiradores dela estava o 72º primeiro-ministro da França, George Clemenceau.

Olivier Choppin-Janvry suspeitou que a pintura era de Boldini enquanto analisava o apartamento, mas não encontrou nenhum registro do quadro.

“Nenhum livro de referência dedicado a Boldini mencionou o quadro, que nunca foi exibido”, disse Marc Ottavi, o especialista em arte que Olivier consultou para investigar o mistério.


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