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Seita macabra: os canibais de Garanhus

Os crimes de um trio insólito, que vendiam as carnes das vítimas, chocaram Pernambuco

Paola Churchill Publicado em 28/04/2020, às 16h57

Mão suja de sangue
Mão suja de sangue - Pixabay

Em 25 de fevereiro de 2012, Giselly Helena da Silva, sumiu na cidade de Garanhus, em Pernambuco. A moça, que era simpática e sorridente, era conhecida na região. Logo, o episódio levantou dúvidas. Isso porque imaginavam que não tinha nenhuma razão para ela simplesmente ter desaparecido. No entanto, era só o começo de uma série de desaparecimentos.

No dia 12 de março, pouco tempo após o desaparecimento de Giselly, a jovem Alexandra Falcão da Silva se despediu da mãe pela última vez antes de ir trabalhar, nunca mais foi vista pelos familiares. E mais uma vez a cidade se viu diante de uma incógnita

Após o sumiço das duas mulheres, familiares e amigos desesperados começaram a procurar pistas do paradeiro delas; não demorou muito para a primeira evidência aparecer. A família de Giselly recebeu uma conta do cartão de crédito no nome da menina.

O trio macabro: Bruna Cristina Oliveira da Silva, Jorge Beltrão Negromonte de Oliveira e Isabel Cristina Torreão Pires/Crédito: Divulgação/Record Tv

 

Na fatura, constava que dois dias após seu desaparecimento, foram feitas compras em cinco lojas diferentes. Diante da situação insólita, familiares correram para a delegacia. Os policiais puxaram as câmeras de segurança dos estabelecimentos e se depararam com um estranho casal utilizando o cartão da jovem. 

Após investigações, os oficiais não demoraram para encontrar o endereço. Se dirigiram ao Jardim Petrópolis e encontraram um cenário ainda pior. 

A casa dos horrores

Assim que chegaram ma residência, encontraram três adultos: Jorge Beltrão Negromonte de Oliveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva. Também havia uma pequena criança lá, que foi identificada como filha de Jorge e Bruna. 

As vítimas do trio: Alexandra da Silva Falcão e Giselly Helena da Silva/Crédito: Divulgação/Youtube

 

Em meio às perguntas das autoridades, a menina, assustada, apontou para o quintal. Lá, os policiais encontraram os corpos das duas mulheres desaparecidas. Como consequência, os três foram levados para a delegacia, e teriam que prestar depoimento.

Isabel cedeu à pressão policial e contou tudo o que havia acontecido, deixando até os oficiais mais experientes horrorizados com o que o trio havia realizado . A mulher começou explicando como as vítimas eram levadas para a morte.

A idosa convidava as jovens para sua casa com o objetivo de "apresentar a palavra de Deus". Assim que chegavam, eram apresentadas a Bruna que as levava para o interior da casa, onde Jorge estava escondido, pronto para atacar.

Na primeira oportunidade, o homem que segurava uma faca, atacava as vítimas por trás. Mortas, cabia a Isabel e Bruna levarem os corpos até o banheiro e esquartejá-los. Em seguida, a carne das coxas, braços, nádegas e o fígado que foram extraídas eram levados até o freezer.

Os restos mortais não só serviram de alimento para o trio macabro, mas também para a pobre criança que morava com eles. Em uma situação ainda mais trágica, a carne também passou a ser vendida para moradores desavisados da região, que compravam os salgados de Isabel, sem saber a procedência da carne. Em um piscar de olhos, a cidade de Garanhus era destaque em todos os veículos de comunicação por conta do crime bárbaro.

O culto satânico

Além de toda a narrativa surreal que envolve Isabel, Jorge e Bruna, eles também disseram que consumiam as entranhas das vítimas em um ritual macabro. O culto criado pelo homem se chamava Cartel, que pregava a diminuição populacional e a purificação do mundo. As vítimas foram escolhidas a dedo, pois eram consideradas impuras e espalhavam o mal e a discórdia na Terra, por isso deveriam ser eliminadas.

Foto do casal Jorge e Bruna/Crédito: Divulgação/Youtube 

 

Após a divulgação do caso, a macabra residência do Jardim Petrópolis foi devastada pelos moradores raivosos. Os três foram acusados de duplo homicídio triplamente qualificado, violação e ocultação de cadáver. Apesar de algumas inconsistências em seus depoimentos, cada um dos criminosos pegou 71 anos de reclusão.

Existem suspeitas que Jorge tenha matado mais mulheres durante sua vida, mas não há pistas nem evidências além das falas de suas mulheres, Bruna e Isabel. Na prisão, publicou seu diário através da obra Revelações de um Esquizofrênico.

Diário de Jorge que virou um livro/Crédito: Divulgação 

 

Em seu relato, alegou que não se lembrava de nenhuma de suas ações, pois era comandando por forças malignas que o obrigava a cometer os terríveis atos. Todavia, o próprio Jorge escreve que o leitor pode estar sendo enganado pela realidade projetada pela mente doentia dele. “Tudo isso que revelei, não sou eu, nem ninguém, é só minha mente”, relata no último capítulo do diário.


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