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Casos de ‘fungo negro’ são relatados em Pernambuco e no Rio Grande do Norte

Primeiros registros de mucormicose foram identificados no Brasil na semana passada. Todos os pacientes haviam sido diagnosticados anteriormente com Covid-19. Entenda!

Fabio Previdelli Publicado em 08/06/2021, às 11h44

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Imagem ilustrativa - Pixabay

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou ontem, 7, o primeiro caso no estado de um paciente que foi acometido pela Covid-19 e, pouco depois, apresentou um quadro e infecção por mucormicose, mais conhecido como “fungo negro”. 

De acordo com nota publicada pela Secretaria, uma biópsia foi feita na mulher de 42 anos e, assim, foi confirmado a presença do fungo em seu organismo. O órgão informou que a paciente está em casa nesse momento, onde recebe tratamento com antifúngicos.  

Outro caso também foi registrado em Pernambuco na última segunda-feira, 6, segundo registro da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Este é o primeiro registro da doença no estado, segundo informou matéria do UOL. 

A vítima também é uma mulher, de 59 anos, oriunda do agreste pernambucano, que também havia recebido o diagnóstico positivo para o novo coronavírus, em março. A SES-PE disse que ela está internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, onde recebe tratamento.  

Conforme noticiado pela equipe do site do Aventuras na História na semana passada, casos de “Fungo Negro” já haviam sido relatados em um paciente no Hospital das Clínicas, em São Paulo, e em outros dois estados: Santa Catarina e Manaus. Ambos os infectados haviam sido diagnosticados com a Covid-19. 

O que é o Fungo Negro? 

O “fungo negro”, associado ao novo coronavírus, já infectou mais de 9 mil pessoas ao redor do mundo, segundo consta matéria da Folha de S. Paulo. Além do caso observado no Hospital das Clínicas, outros dois pacientes estão sendo monitorados no Brasil: um em Santa Catarina e outro em Manaus. 

A doença, embora rara, causa uma infecção geral e tem a taxa de mortalidade de 50%. A chamada mucormicose pode levar a operações extremas, como a retirada dos olhos ou do osso da mandíbula do enfermo. 

De acordo com os especialistas, a Índia registrou milhares de casos em pacientes recuperados, ou que estavam se recuperando do novo coronavírus. Os médicos acreditam na possibilidade de que os esteroides usados para tratar a Covid-19 tenham desencadeado as infecções. 

Segundo a colunista Mônica Bergamo, o paciente que está sendo analisado pelo HC tem menos de 40 anos e não possui comorbidades associadas ao “fungo negro”, como, por exemplo, a diabete — que aumenta a glicose no corpo e favorece a proliferação da doença.