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De mãos em mãos: qual fim levou a mansão dos Von Richthofen?

Depois que Suzane abriu mão da herança dos pais em 2014, Andreas ficou com todos os patrimônios. Dois meses mais tarde, a casa foi comprada por outra pessoa

Pamela Malva Publicado em 05/02/2020, às 19h30

Casa da família Von Richtofen anos após o crime
Casa da família Von Richtofen anos após o crime - Divulgação

Em 2002, Suzane Von Richtofen e os Irmãos Cravinhos foram os protagonistas de um dos crimes que mais chocaram o Brasil. Fria e calculista, a jovem, que tinha 18 anos na época, arquitetou o assassinato dos próprios pais.

Manfred e Marísia Von Richtofen eram sorridentes, orgulhosos dos filhos e viviam a perfeita vida da classe média paulistana. Mas uma coisa não parecia bem: eles não gostavam do namorado de Suzane, Daniel Cravinhos.

Em maio daquele mesmo ano, os pais de Suzane proibiram que ela se relacionasse com Daniel, já que desaprovavam o namoro. Se esse foi o motivo do crime ainda não está completamente claro, mas pode ter sido o estopim.

Família Von Richtofen / Crédito: Wikimedia Commons

 

Entretanto, em outubro de 2002, Suzane levou seu irmão mais novo, Andreas, a um cybercafé e colocou o plano em ação. Com os álibis em mente, a jovem pediu que os Irmãos Cravinhos matassem seus pais. E assim foi feito. Os Von Richtofen morreram enquanto dormiam, devido às diversas marretadas que levaram em suas cabeças.

Após o assassinato, a herança dos Von Richthofen, avaliada em mais de 11 milhões de reais, ficou submetida à análise da justiça. Em 2011, após o julgamento de Suzane — ocorrido em 2006 —, foi decidido que a jovem era indigna de receber o patrimônio.

Assim, em 2014, Suzane produziu um documento endereçado à justiça. Nele, ela abria mão de toda a herança de seus pais, inclusive sua casa na Zona Sul de São Paulo, em benefício do irmão. Ela ainda manifestou, no texto, vontade de reencontrar Andreas, quem não via desde 2006.

Casa da família depois da reforma / Crédito: Divulgação

 

Dois meses mais tarde, a mansão — com piscina, escritório e biblioteca — passou para as mãos de outro proprietário. A compra da casa, que foi submetida a uma grande reforma, foi considerada uma boa oportunidade de negócio.

O valor, que não chegou a ser divulgado, deve variar entre 2 e 3 milhões de reais — de acordo com os preços das casas da vizinhança. O novo proprietário da mansão, que já não tem mais o mesmo aspecto de abandono, não quis que seu nome fosse divulgado, preferindo o anonimato.


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