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A trágica e inesperada morte do dramaturgo Tennessee Williams

Em 1983, o vencedor do prêmio Pulitzer encontrou seu fim de uma maneira peculiar — e cômica

Alana Sousa Publicado em 11/02/2020, às 16h00

Tennessee Williams, em 1949
Tennessee Williams, em 1949 - Getty Images

Tennessee Williams é um dos grandes nomes da dramaturgia mundial do século 20. Seu legado vive até hoje, eternizado em obras como A Rosa Tatuada, Doce Pássaro da juventude e A Noite da Iguana e Outras Histórias. O autor recebeu um dos maiores prêmios da literatura, o Pulitzer, por duas vezes: Em 1948, por A Streetcar Named Desire e, em 1955, por Cat on a Hot Tin Roof.

Williams também foi reconhecido pelo presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, de quem foi premiado com a maior honraria que um cidadão americano pode ganhar: a Medalha Presidencial da Liberdade.

Não só por sua contribuição para o mundo literário Tennessee é lembrado. O escritor foi vítima de uma bizarra — e cômica — morte, que lhe trouxe ainda mais fama após o óbito. Em 1983, aos 71 anos, Williams assinou sua última peça, um mês depois, ele estaria morto.

Seu corpo foi encontrado no Hotel Elysée, em Nova York, EUA. A princípio, nada de incomum foi observado no cadáver. Entretanto, a autópsia revelou que o intelectual morreu ao se engasgar com a tampa de um frasco de colírio.

Tennessee tinha o costume de segurar a tampa do medicamento entre os dentes enquanto inclinava a cabeça para trás para pingar algumas gotas nos olhos. Foi nesse momento que o objeto escapou e caiu direto em sua garganta, causando a morte.

Tennessee Williams  Crédito: Getty Images

 

A presença de drogas no organismo dificultou a reação do corpo de Williams na hora da tragédia. Exames revelaram que ele teria ingerido barbitúricos — uma droga que age no sistema nervoso —, além de álcool, que inibiu o vômito do autor.

O incidente colocou fim em uma carreira relevante no teatro e dramaturgia. Em seu testamento, o escritor revelou seu desejo curioso de ser enterrado no mar. “Eu, Thomas Lanier (Tennessee) Williams, estando em sã consciência sobre esse assunto, e tendo declarado esse desejo repetidamente aos meus amigos mais próximos — declaro aqui que desejo ser enterrado no mar. Mais especificamente, desejo ser enterrado no mar o mais próximo possível do poeta americano Hart Crane, morto por opção no mar”.

Por opção, nunca revelada, seu irmão, Dakin Williams, não atendeu a última vontade do dramaturgo e providenciou uma sepultura ao lado da mãe, no cemitério de Calvary Cemetery, em St. Louis, Missouri.


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