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Irmã Dulce passou pela terceira canonização mais rápida da História

O evento histórico para os brasileiros representa uma tradição que atravessa os milênios. Conheça os milagres que foram reconhecidos pelo Vaticano

Thiago Lincolins e Raphaela de Campos Mello Publicado em 13/10/2019, às 08h52

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Considerada santa desde de 1950, não demorou muito para que Irmã Dulce fosse canonizada. 27 anos após sua morte, e na madrugada do domingo, 13 de outubro, a religiosa foi oficializada pelo Papa Francisco como Santa Dulce dos Pobres. 

Dois milagres foram necessários para atestar o processo de canonização. O primeiro ocorreu em 2010, quando Claudia Cristina dos Santos ficou entre a vida e a morte após uma brutal hemorragia ocasionada durante o parto de seu segundo filho. Passando por três cirurgias em Itabaiana, Sergipe, a mulher só encontrou uma cura após oração de Irmã Dulce.

O Vaticano também reconheceu como milagre o episódio em que Santa Dulce dos Pobres encontrou com José Maurício Moreira, que havia sido diagnosticado com glaucoma aos 22 anos. Vivendo em Salvador, Moreira acabaria ficando cego em 2000 e viveu assim durante longos 14 anos.

No ano de 2014, José foi acometido por uma conjuntivite e sofreu com dores fortes. Ao colocar uma fotografia da Irmã Dulce sobre os olhos, Moreira pediu pela intervenção da santa dos pobres. Ao acordar no dia seguinte, o homem havia voltado a enxergar. 


100% brasileira

Irmã Dulce se juntará a outros santos com história no Brasil, previamente reconhecidos pelo Vaticano: Madre Paulina, nascida na Itália (canonizada em 2002), Frei Galvão (2007), padre José de Anchieta, nascido na Espanha (2014), além dos mártires Roque Gonzalez, Afonso Rodrigues e João de Castilho, mortos no Rio Grande do Sul no século 17 (1983) e os 30 mártires assassinados também no século 17, mas no Rio Grande do Norte (2017). 

A canonização da baiana é uma das mais rápidas da história (27 anos após seu falecimento), atrás somente da santificação de Madre Teresa de Calcutá (que ocorreu 19 anos após o falecimento da religiosa) e do papa João Paulo II (nove anos após sua morte) – para se ter ideia, Joana d’Arc foi canonizada 489 anos após seu fim trágico na fogueira.