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Alguém se lembra do mimeógrafo?

O aparelho de cópias deixava a sala inteira cheirando a álcool e já foi o rei da sala de aula. Conheça sua história

Redação AH Publicado em 01/02/2019, às 08h00

Mimeógrafo da marca Facit, um dos mais populares do mercado
Reprodução

Nas décadas de 70 e 80, quase todas as escolas tinham um mimeógrafo, aparelho para reproduzir com baixo custo cópias em série de textos. Parecia uma máquina de impressão, só que bem simples e caseira. O professor escrevia à mão ou datilografava os exercícios sobre uma folha especial, o estêncil, que tinha carbono. O texto então aparecia do lado oposto da folha, colocada no rolo da máquina com a parte escrita voltada para cima. Girava-se a manivela e as cópias começavam a sair. O processo era um pouco demorado, mas resolvia.

Anúncio do mimeógrafo de Edison, de 1889 Wikimedia Commons

O estêncil era na verdade uma matriz, que só passava o texto para outra folha porque no meio havia um feltro umedecido em álcool. A quantidade do líquido determinava a clareza da impressão. Quanto mais álcool, mais forte saía o texto. As cópias produzidas eram inconfundíveis: cheiravam a álcool, e as letras vinham em um azul- arroxeado característico.

O primeiro modelo era a manivela, mas surgiram variações mais avançadas, como o mimeógrafo elétrico. Apesar da grande utilização no século 20, a máquina foi inventada um século antes. O protótipo mais simples teve a patente registrada em 1887, pelo cientista e empresário norte-americano Thomas Edison. Conhecido como o Feiticeiro de Menlo Park (referência à cidade onde funcionavam suas oficinas), registrou 2 332 patentes ao longo da vida, entre elas o fonógrafo e o telefone.