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A saga dos leques da sedução no Brasil Império

Usados para transmitir mensagens de paquera, os utensílios eram ferramentas imprescindíveis para a vida amorosa das damas durante o século 19

Isabela Barreiros Publicado em 10/10/2019, às 08h00

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Antes dos flertes modernos e aplicativos de relacionamentos, as pessoas já se esforçavam para conseguir o que queriam no “jogo do amor”. Quase todos os aspectos de uma sociedade mudam de acordo com o período histórico, e o flerte não ficaria fora disso.

Mesmo sem falar nada, as mulheres da Família Imperial brasileira, assim como as demais, conseguiam deixar bem claro para o parceiro, ou possível parceiro, o que estavam pensando e também o que esperavam deles.

Para tal, elas usavam uma ferramenta muito útil que estava com elas na maioria do tempo: o leque. Cada posição do objeto tinha um significado, dependendo do que a moça em questão queria dizer — mas não podia. Avalia-se que existiam aproximadamente 98 maneiras de posicionar os leques.

Crédito: Reprodução

 

Fechado, significava que a pessoa deveria olhá-la somente de longe. Aberto e imóvel, que ela poderia chegar mais perto. O leque sobre o peito dizia que o homem havia conquistado a moça e na altura dos olhos “não via a hora de te ver”.

Por esse inusitado ato de paquera, as mulheres conseguiam passar mensagens ainda mais específicas que um “sinal verde” ou um “sinal vermelho”, indicando se o homem poderia ou não abordá-la.

Quando colocava o leque meio aberto pressionando seus lábios, as damas queriam dizer que o parceiro poderia beijá-la. Fechado tocando o olho direito significava “quando nos veremos?” e um movimento mais próximo ao coração indicava que ela havia sido conquistada pelo parceiro.