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Poligamia e perversão: 5 fatos sobre a conturbada vida íntima de Chaplin

Considerado um dos maiores atores mudos da história, o artista tinha desejos insólitos, atitudes polêmicas e ideias controversas

Pamela Malva Publicado em 26/07/2020, às 09h00

Charles Chaplin em um de seus filmes
Charles Chaplin em um de seus filmes - Divulgação/Youtube

1. Cama de ouro

Com uma bengala em mãos e seu chapéu característico na cabeça, Charles Chaplin era dono de um carisma contagiante que o fazia brilhar em eventos sociais. 

Aliando sua comicidade com um charme bem programado, o ator, então, era capaz de arrancar suspiros de mulheres de todas as idades. Assim, ele se gabava constantemente de sua longa lista de amantes. Aos amigos, na mesa de um bar qualquer, dizia ter se envolvido sexualmente com mais de 2 mil mulheres.


2. Mulheres mais jovens

Apesar de ser considerado um verdadeiro garanhão, Chaplin apenas assumiu quatro relacionamentos durante toda a sua vida. O problema, no entanto, é que quase todos foram com menores de idade.

Chaplin com Oona O'Neill e seus filhos / Crédito: Wikimedia Commons

 

A primeira delas foi Mildred Harris, de 16 anos. Afirmando estar grávida do ator, a jovem conseguiu se casar com ele, no entanto, o matrimônio logo foi desmanchado quando nenhum bebê apareceu, revelando a mentira da garota.

Logo em seguida, aos 31 anos, Chaplin se casou com Lillita MacMurray, que também tinha 16. Juntos, os dois tiveram dois filhos, mas logo se separaram, em meados de 1927. Logo depois veio Paulette Goddard, que tinha 16 anos quando se conheceram.

Por último, Chaplin casou-se com Oona O'Neill. Na época, a jovem tinha 18 anos, enquanto o ator já estava na casa dos 54. Ao contrário dos outros casamentos, no entanto, a relação com Oona durou até a morte do ator e gerou oito filhos.


3. Documentos queimados

Forografias de Joan Barry e Charles Chaplin durante a juventude / Crédito: Wikimedia Commons

 

Em 1941, quando já estava casado com Oona, Charles, que tinha horror à monogamia, conheceu a atriz Joan Barry. Trabalhando juntos, os dois se envolveram e começaram a se encontrar às escuras. Não demorou muito até que uma gravidez aparecesse.

Entre idas e vindas judiciais, quando a suposta filha de Chaplin já tinha dois anos, o júri decidiu que um teste de paternidade fosse realizado. Embora três médicos tenham concluído que o ator não era o pai da criança, ele teve de pagar uma pensão alimentícia a Joan, até que a herdeira nunca reconhecida completasse 21 anos. E assim fez.


4. Jogo de sombras

Chaplin ainda jovem, em meados de 1920 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Além das muitas traições e dos relacionamentos emblemáticos, Charles ainda tentava se esconder de uma mídia fofoqueira. Em seu namoro com Paulette Goddard, por exemplo, ele exigia que a jovem afirmasse ter 22 anos, para que sua idade não gerasse qualquer polêmica e, assim, colocasse sua carreira em perigo.

Com a ajuda de seus papéis cômicos e, por diversas vezes, satíricos, Charles ainda contou uma de suas maiores mentiras. Por trás das cortinas, na verdade, ele era  agressivo, que tratava todas as suas companheiras com exigências irreais e temperamentos violentos.


5. Objetificação feminina

Uma das imagens mais clássicas de Charles Chaplin / Crédito: Wikimedia Commons

 

Durante uma de suas muitas entrevistas sobre o casamento com Chaplin, Lillita MacMurray revelou que o ator exigia que ela fizesse suas mais “pervertidas, degeneradas e antinaturais” fantasias sexuais. Nas ocasiões, ele afirmava que, como esposa, ela tinha a função de realizar o que ele pedisse.

Classificado como sádico por Marlon Brando, Chaplin evitava namoros monogâmicos constantemente e, sempre que se sentia preso em uma relação, pedia o divórcio. Para o ator, a mulher perfeita deveria ser “completamente apaixonada” por ele, enquanto ele, “não exatamente apaixonado por ela”, poderia fazer o que quisesse.


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