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Advogado de enfermeira investigada afirma que 'Diego Maradona foi morto'

Dahiana Madrid e outros seis profissionais da saúde que acompanhavam o ex-atleta são acusados de negligência médica

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 17/06/2021, às 10h05

Leopoldo, o médico, (esq.) e Maradona (dir.) sorrindo em fotografia
Leopoldo, o médico, (esq.) e Maradona (dir.) sorrindo em fotografia - Divulgação/Instagram/Leopoldo Luque

O advogado Rodolfo Baqué, representante legal da enfermeira Dahiana Madrid — investigada junto a outros médicos por possível abandono ao tratamento médico de Diego Maradona — afirmou que na última quarta-feira, 16, que o astro da Seleção Argentina "foi morto", como registrou o portal UOL Esporte.

Ele argumentou que houve irresponsabilidade da equipe médica: “Se você está sendo tratado para um problema cardíaco e te dão remédios psiquiátricos que aceleram o batimento cardíaco, quando você cai e bate com a cabeça e a enfermeira fala: 'Vamos levá-lo para fazer um tomografia' e Maxi Pomardo [amigo íntimo de Maradona] fala: 'Não, não vamos levar porque o que dirão os jornalistas se descobrirem?'".

As investigações sobre o óbito do ex-atleta chegaram a sete pessoas, que são acusadas de homicídio simples e doloso, sendo elas o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Díaz, os enfermeiros Dahiana Madrid e Ricardo Almiron, o chefe dos enfermeiros Mariano Perroni, e Nancy Forlini, da equipe médica.

O UOL acrescenta que a investigação já concluiu que Maradona sofreu um abandono médico e, por isso, os envolvidos estão sendo indagados e proibidos de deixar o país. Caso a negligência seja comprovada, os envolvidos podem pegar de oito a 25 anos de prisão.

Em 25 de novembro de 2020, o jornal Clarin informou queDiego Armando Maradonamorreu após um mal súbito. De acordo com a publicação, o ex-atleta do Boca Juniors e do Barcelona não resistiu a uma parada cardíaca.

Maradona havia completado 60 anos de idade no último dia 30 de outubro, sendo internado no início de novembro por uma hemorragia cerebral, tendo alta dias depois.

O jogador iniciou sua carreira no Argentinos Juniors, se profissionalizando em 1976, onde marcou 149 gols em 166 jogos. Depois disso, teve passagens marcantes no Barcelona-ESP e no Napoli-ITA, antes de retornar para a Argentina, onde encerrou a carreira com 446 gols por clubes. Pela Seleção, disputou 91 jogos, marcando 34 gols e vencendo uma Copa do Mundo.