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Aos militares, Bolsonaro diz que 'Se a pátria um dia voltar a nos chamar, por ela tudo faremos'

Em discurso, presidente afirmou que faria tudo por sua nação, inclusive o “sacrifício da própria vida"

Fabio Previdelli Publicado em 06/04/2022, às 10h24

O presidente Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro - Getty Images

Durante um discurso em evento com militares no Palácio do Planalto, realizado na tarde de ontem, 5, o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer alusão que, se depender do chamado popular, apoiará uma intervenção militar no Brasil. Pela pátria, inclusive, se diz disposto a fazer tudo, inclusive o “sacrifício da própria vida”.

Se a pátria um dia voltar a nos chamar, por ela tudo faremos. Até mesmo em “sacrifício da própria vida", declarou. 

Bolsonaro também aproveitou a ocasião para reacender a discussão política polarizada no país. Sem citar as eleições diretamente, que serão realizadas em outubro deste ano, ele afirmou existir uma disputa do bem contra o mal.

 "O bem sempre venceu e vencerá também essa batalha que temos pela frente", afirmou, no entanto, sem deixar claro ao que se referia exatamente.

Militares no governo Bolsonaro

Conforme relatado anteriormente pela equipe do site do Aventuras na História, durante o governo Bolsonaro, a quantidade de militares em cargos civis mais que dobrou em relação ao período em que Michel Temer esteve no poder. 

Em 2018, por exemplo, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que 2.765 militares — tanto os ativos quanto os de reserva — ocupavam cargos atuantes no governo. Já em junho de 2020, esse número chegou a 6.157. Hoje ele é muito maior. 

Durante discurso em um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o pré-candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que dará fim a esse cenário.

"Nós vamos ter que começar o governo sabendo que nós temos que tirar quase 8 mil militares que estão em cargos de pessoas que não prestaram concurso. Vamos ter que tirar".