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Notícias / Inocentado

Após 33 anos preso, homem é inocentado na Itália: 'Perdi tudo, mas não sinto raiva'

O italiano Beniamino Zuncheddu, que foi preso há 33 anos, teve sua pena revogada após decisão do Tribunal de Recurso de Roma

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 29/01/2024, às 08h10

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O italiano Beniamino Zuncheddu - Divulgação
O italiano Beniamino Zuncheddu - Divulgação

Um ex-agricultor italiano, Beniamino Zuncheddu, absolvido após passar 33 anos na prisão pelo massacre de Sinnai em 1991, compartilhou com a imprensa no último sábado, 27. que, embora tenha "perdido tudo", não abriga raiva em seu coração.

"Me senti como um passarinho em uma gaiola sem a possibilidade de fazer nada. Nem hoje eu entendi por que fizeram isso. São erros cometidos pelos juízes. Na prisão, sempre me diziam que se eu me arrependesse, me dariam liberdade. Mas do que eu deveria me arrepender se não fiz nada?", disse o ex-pastor.

De acordo com o portal ANSA, com a decisão do Tribunal de Recurso de Roma, que iniciou a revisão do caso, a pena de prisão perpétua contra Zuncheddu foi revogada.

Não sinto raiva. Sempre sonhei que esse momento chegasse, desde o primeiro dia. O momento mais difícil foi quando me prenderam e o mais bonito quando me soltaram. Não consigo dizer como imagino minha vida agora", prosseguiu.
Eu queria ter uma família, construir algo, ser um cidadão livre como todos. Trinta anos atrás, eu era jovem, hoje sou velho. Eles roubaram tudo de mim. Agora, vou descansar, pelo menos mentalmente", finalizou.

Zuncheddu, que manteve a esperança através da fé durante sua prisão, descreveu a experiência de ser livre como algo inexplicável. Sua irmã, Augusta Zuncheddu, expressou o alívio da família e a ideia de "recomeçar a viver" após 33 anos de dificuldades, marcando o fim de um pesadelo.

O crime

O ataque nas montanhas de Sinnai, Cagliari, ocorreu em janeiro de 1991, e resultou na morte de três agricultores e em um ferido. A motivação foi atribuída a uma disputa entre duas famílias.

Luigi Pinna, marido da filha de uma das vítimas, acusou Zuncheddu de ser o autor do massacre, embora inicialmente tenha declarado não reconhecer o agressor devido a uma meia que cobria o rosto. A defesa sempre argumentou que a testemunha foi influenciada durante a investigação preliminar por um policial chamado Mario Uda, uma versão recentemente confirmada pela própria testemunha.

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