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Após confirmação do envenenamento de Alexei Navalny, Alemanha pede ação da União Europeia

"Novamente somos confrontados brutalmente com a realidade do regime de Putin, que trata as pessoas com desprezo", afirmou o presidente do comitê de relações exteriores da Alemanha

Penélope Coelho Publicado em 03/09/2020, às 11h26

Alexei Navalny em 2017
Alexei Navalny em 2017 - Wikimedia Commons

Na tarde de ontem, 2, autoridades alemãs afirmaram que o opositor russo Alexei Navalny foi envenenado por um agente químico da família Novichok, o homem passou mal durante um voo há algumas semanas e teve que ser levado às pressas para um hospital na Rússia, onde ficou internado em estado grave. Porém, após o apelo de sua família, Navalny foi enviado para um hospital em Berlim na Alemanha, onde continua internado.

Após a revelação, o governo russo vem sendo amplamente criticado. De acordo com o presidente do comitê de relações exteriores do parlamento alemão, Norbert Röttgen, caso a União Europeia não tome alguma atitude em relação ao ocorrido, é possível que a UE se torne irrelevante, as informações são da BBC.

De acordo com a publicação, Röttgen exige alguma resposta dura da União Europeia no caso de Navalny, já que a Novichok — substância encontrada no corpo do ativista — é considerada uma arma tóxica de nível militar, que de acordo com especialistas, veio possivelmente de uma instalação estatal.

"Agora, novamente, somos confrontados brutalmente com a realidade do regime de Putin, que trata as pessoas com desprezo [...] A questão é, os europeus sempre vão acabar sem fazer nada? Se sim, então nos tornaremos irrelevantes, não vamos ser levado a sério”, afirmou Röttgen em entrevista a emissora alemã ARD.

Anteriormente, a chanceler alemã, Angela Merkel, já havia condenado a atitude que ela chamou de ‘tentativa de assassinato’, além disso, Merkel disse que espera uma resposta do governo russo.

Descrevendo o envenenamento de Alexei como um “ataque aos valores e direitos fundamentais com os quais estamos comprometidos", a política afirmou que haveria uma resposta conjunta e apropriada por parte da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan.