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Arqueólogos encontram recipiente com bebida alcoólica dentro de santuário do século I d.C

Em sítios arqueológicos na comuna francesa de Seynod, os pesquisadores encontraram ainda dois espaços funerários

Vanessa Centamori Publicado em 08/04/2020, às 13h00

Recipiente com bebida alcoólica encontrado nas escavações
Recipiente com bebida alcoólica encontrado nas escavações - Divulgação / Inrap

Na comuna francesa de Seynod, arqueólogos do Inrap (Instituto Nacional de Pesquisa Arqueológica Preventiva, da França) escavaram ocupações da antiguidade. Um dos terrenos analisados data do século I d.C e revelou ruínas de um santuário, construído no ano 50.

O espaço religioso é composto de dois, ou até três, quiosques e possui 42 poços. Os pesquisadores encontraram dentro de um dos vários poços um recipiente de ferro, chamado de cabaça.

Acredita-se que o objeto era usado para o consumo de bebidas alcóolicas. Isso pois ela  estava trancada com um cadeado, indicando que o objeto poderia conter algo além de água.

Cabaça vista antes de trabalho de restauração / Crédito: Divulgação / Inrap 

 

A cabaça de metal manteve seu conteúdo orgânico original. Para identificar a natureza dos materiais biológicos do líquido, quatro amostras foram coletadas. A análise revelou que é a bebida consistia principalmente de milho, misturado com uma pequena quantidade de bagas pretas e laticínios. 

Uma planta também estava presente na composição da bebida, mas sua identificação precisa não foi possível. Considerando o contexto da descoberta, que foi feita em um poço de um santuário, a bebida provavelmente foi um gesto cultural, parte de algum ritual.

Poços onde foi encontrado a cabaça / Crédito: Divulgação / Inrap 

 

Espaços Funerários 

Os pesquisadores encontraram ainda uma via ,que possivelmente serviu de acesso ao recinto religioso e que funcionou até o século IV d.C. A presença dessa rota influenciou o local de instalação de pelo menos dois conjuntos de depósitos de cremação.

Um primeiro espaço funerário, localizado a cerca de trinta metros ao sul da via, possui 7 sepulturas que datam da segunda metade do século I d.C. Além disso, no extremo sul dessa mesma via, existe outro espaço funerário composto por 24 estruturas.

Móveis presentes nas tumbas desse espaço permitiram os pesquisadores reconhecerem uma população que viveu entre os anos 100 e 150, além de outro grupo que viveu entre os anos 150 e 250. 


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