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Arqueólogos redescobrem antiga civilização na Grécia

A cidade perdida de Thouria pode ter sido de grande importância para o período

Penélope Coelho Publicado em 13/03/2020, às 10h20

A redescoberta de arqueólogos trouxe à tona várias novidades sobre a antiga Thouria
A redescoberta de arqueólogos trouxe à tona várias novidades sobre a antiga Thouria - / Divulgação

O legado que a Grécia Antiga deixou para a humanidade é uma herança que perpetua através dos séculos. Influências no campo da filosofia, artes arquitetura, teatro e diversas outras ideias que são de extrema importância até os dias atuais. Quando nos referimos a este período, logo, o relacionamos a cidades como Atenas e Esparta. Mas, outras civilizações que eram controladas por esses grandes centros, possivelmente também tinham relevância. Este é o exemplo de Thouria, a antiga civilização grega perdida, que foi redescoberta por arqueólogos em 2007.

Na cidade havia um asclépi — estilo de templo dedicado à cura, que era muito famoso nesta época. O local não havia sido registrado em nenhuma fonte até então, e essa descoberta se deu de maneira completamente inesperada para os pesquisadores. Dentro do templo eles encontraram diversas figuras de argila, inscrições, moedas e ferramentas médicas de bronze, e graças aos ladrilhos do prédio foi possível identificar que se tratava mesmo de um asclépi.

Em 2016, os arqueólogos fizeram um novo achado: um teatro feito de calcário branco, característico do início do período helenístico (323 – 31 a.C). Graças a isso, foi possível entender mais sobre a pouco conhecida cidade de Thouria. Essa civilização poderia ter mais relevância no período da Grécia antiga do que sabíamos, já que a presença de teatros era quase que obrigatória em grandes Pólis.

A cidade já havia sido mencionada por Tucídides, um historiador da Grécia Antiga em seu relato da dramática revolta dos helenistas messenianos contra Esparta em 464 a.C.. Atualmente, existe um pequeno povoado no sul da Grécia, chamado Thouria, com uma população de aproximadamente 3.000 habitantes, que reside até hoje perto das ruínas antigas.