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Ataque à maternidade em Mariupol: morre grávida que foi retirada de maca

De acordo com médicos, também não foi possível salvar o bebê que ela esperava

Redação Publicado em 14/03/2022, às 11h53 - Atualizado às 11h54

Civis ucranianos em local bombardeado
Civis ucranianos em local bombardeado - Getty Images

A mulher grávida que teve de ser retirada de maca de uma maternidade bombardeada em Mariupol, na Ucrânia, não sobreviveu ao ataque.

Conforme informou o cirurgião Timur Marin, foi feita uma cesariana para tentar salvar o bebê, mas, infelizmente, o mesmo "não mostrava sinais de vida". 

O chocante momento em que a vítima foi levada sobre uma maca por equipes de resgate, com o quadril coberto de sangue, foi registrado pelo fotógrafo Evgeniy Maloetka e acabou viralizando ao redor do mundo. As informações são da agência de notícias Associates Press.

Os ucranianos apontam as tropas russas como culpadas pelo ataque, que se deu na última quarta-feira. Moscou, porém, alegou sem provas que o hospital havia sido esvaziado de pacientes e que a unidade estaria sendo usada como base para atividades militares.

A Organização Mundial da Saúde documentou ao menos 31 ataques contra instalações de saúde desde o início da guerra na Ucrânia. Segundo as Nações Unidas, "80.000 mulheres ucranianas devem dar à luz nos próximos três meses, enquanto oxigênio e suprimentos médicos, inclusive para o tratamento de complicações na gravidez, estão perigosamente baixos”.