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Notícias / Brasil

Brasileiro é preso na Indonésia por levar maconha em bagagem

Família alega que o jovem fazia uso medicinal da planta

Redação Publicado em 07/07/2022, às 07h18

O jovem Alberto em meio a autoridades indonésias - Divulgação / Ngurah Rai Airport Police
O jovem Alberto em meio a autoridades indonésias - Divulgação / Ngurah Rai Airport Police

Alberto Sampaio Gressler, um brasileiro estudante de Medicina, está preso em um aeroporto de Bali, na Indonésia, desde o dia 28, quando foi encontrado com gramas de maconha em sua bagagem. A família do jovem de 25 anos alega, no entanto, que ele possui prescrição médica para uso medicinal e, agora, busca formas de trazê-lo de volta ao Brasil. 

A polícia indonésia encontrou quatro pacotes com "folhas e sementes" na mala de Gressler, os quais foram encaminhados para análise. Não demorou muito até que a planta, que é proibida no país, fosse identificada.

"Quatro embalagens de maconha foram confiscadas, com um peso total de 9,1 gramas", declarou um comissário de polícia ao jornal indonésio SindoNews.

O que dizem os familiares

A família de Alberto, contudo, contou ao UOL que o estudante faz uso de maconha para lidar com a ansiedade, depressão e TDAH e que o jovem comprou a planta legalmente, por meio de receitas médicas na Tailândia.

Os entrevistados mostraram ao portal as receitas médicas e a declaração da Abrace Esperança, que informa que o jovem usa óleo de canabidiol para lidar com o TDAH.

Alberto é paciente de cannabis no Brasil. Ele tem prescrição médica e conseguiu comprar o total de 2,8 gramas na Tailândia. A imprensa da Indonésia levou em consideração o valor bruto, e não o valor líquido, dos pacotes comprados legalmente na Tailândia. No depoimento dele, dado na imigração, a polícia deixou claro que o valor líquido das plantas in natura era de 2,8 gramas", afirmou o cunhado do estudante, Antônio Rocha Lemes.

De acordo com os parentes de Gressler, o brasileiro segue detido no aeroporto desde o dia da apreensão. "Ele ainda está preso na imigração. O secretariado consular nos diz que é uma situação bastante precária, que ele não tinha nem colchão para ele dormir, o advogado precisou comprar colchão, umas roupas, porque tudo dele foi confiscado, inclusive dinheiro, então ele vive basicamente de pão e água", disse.