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Cadáver do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner será exumado no Distrito Federal

A decisão da Justiça da capital foi tomada em um processo movido por um homem que alega ser filho de Stroessner

Vanessa Centamori Publicado em 25/07/2020, às 09h42

Alfredo Stroessner
Alfredo Stroessner - Creative Commons

Será exumado o cadáver do ex-ditador paraguaio Alfredo Strossner, acusado de mandar matar 423 opositores no regime ditatorial e torturar quase 19 mil pessoas. Ele comandou o Paraguai de 1954 a 1989 e morreu durante exílio, em Brasília, aos 93 anos, em 2006. 

Agora, seus restos mortais, enterrados em um cemitério no Destrito Federal (DF), serão analisados após a Justiça da capital tomar uma decisão com base no processo de um homem que alega ser filho do ex-ditador. As informações são do portal G1, que informou que a intenção será coletar amostras para fazer um exame de DNA. 

Os custos da operação serão bancados pelo suposto filho. O processo de exumação deve levar em consideração a pandemia do novo coronavírus. Caberá à Campo da Esperança, empresa que administra os cemitérios no DF, informar o local exato do túmulo de Stroessner. 

A decisão de exumá-lo teve a aprovação da única herdeira viva do militar, uma mulher de 74 anos que vive no Paraguai. Alfredo Strossner ficou no cargo de chefe executivo do Paraguai por 35 anos e seu regime praticou crimes como tortura e sequestro. Ele e seus subordinados foram acusados de praticar múltiplas vezes pedofilia.