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Na República Checa, alemães foram enviados a campos de extermínio

Ao final da Segunda Guerra, presidente checo resolveu pagar - brutalmente - na mesma moeda

terça 14 agosto, 2018
Alemães étnicos marcados com suásticas na Chescoslováquia
Alemães étnicos marcados com suásticas na Chescoslováquia Foto:Uncensored History

Em outubro de 1938, o presidente da República Checa, Edvard Benes, se viu forçado a renunciar, diante da pressão alemã para que cedesse a região dos Sudetos. Ocupando uma grande faixa ao norte do país, era habitada por alemães desde a Idade Média. 

Ao saber das notícias do fim da guerra, Benes correu de volta para o país e assumiu novamente a cadeira. Ele tinha um plano: fazer com que os alemães pagassem na mesma moeda por suas atrocidades. Mesmo que suas famílias estivessem no país há 800 anos.

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Alemães sendo expulsos da Checoslováquia Reprodução

 “Desde o momento da liberação, os checos pegaram a legislação nazista sobre os judeus e a aplicaram aos alemães”, afirma o historiador Victor Sebastyen. “Os alemães étnicos tiveram que usar um grande N (de nemec, alemão) pregado em suas roupas”. Também tiveram a propriedade confiscada e acesso bloqueado a parques e outros serviços públicos. Vilas alemãs centenárias foram incendiadas e seus habitantes pendurados em árvores. Civis eram queimados vivos nas ruas. A cidade de Brno, nos Sudetos, foi evacuada completamente. Sua população teve de marchar, a pé, até a fronteira com a Alemanha. 

Alemães mortos na Checoslováquia Reprodução

Em Terezin, durante a guerra, funcionava o “gueto modelo” alemão, usado para tapear a opinião pública estrangeira de que o tratamento dos judeus não era tão ruim assim. Lá os checos passaram a prender os alemães, em condições similares às dos campos de extermínio nazistas. Centenas chegavam de trem todos os dias, e não duravam muito tempo. 

No total, estima-se que 250 mil alemães foram massacrados pela operação de limpeza étnica checa, com os mais sortudos fugindo para a Alemanha ocidental. Dos mais de 3 milhões de alemães étnicos que viviam no país antes da invasão nazista, apenas 40 mil restam hoje. 

Fábio Marton


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