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Notícias / Brasil

Ciclone Yakecan: 220 mil brasileiros ficaram sem eletricidade

O fenômeno natural provocou destruição ao passar pelo Rio Grande do Sul

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 18/05/2022, às 09h57

Fotografia de árvore caída como resultado da tempestade - Divulgação/ MetSul
Fotografia de árvore caída como resultado da tempestade - Divulgação/ MetSul

Durante o fim da última terça-feira, 17, o Rio Grande do Sul foi fustigado pela passagem do Yakecan, um ciclone tropical com rajadas de vento de até 110 quilômetros por hora. Quedas de árvores e, posteriormente, de postes de eletricidade, geraram caos em pelo menos vinte e seis municípios do estado ao deixar moradores sem energia em suas casas.

Eletricidade

De acordo com informações divulgadas pela CEEE Equatorial pela RGE, empresas responsáveis pelo serviço no RS, um total de 220 mil residências estão agora precisando lidar com a queda de temperatura na região sem o auxílio de eletricidade. 

Outro detalhe é que não existe previsão para o concerto da fiação, uma vez que a intensidade dos danos varia de caso a caso. Vale mencionar que a concessionária RGE publicou um comunicado desaconselhando moradores a tentarem realizar reparos por conta própria. 

Confira abaixo um vídeo mostrando uma árvore e um poste de luz derrubados pela tempestade: 

Impacto do ciclone

Devido à passagem da tempestade tropical, as autoridades rio-grandenses divulgaram um alerta para que a população evitasse sair de casa a partir das 15h da tarde de ontem, 17. Além dos riscos de acidentes envolvendo queda de árvores, foi previsto que a força dos ventos, unida à chuva, poderia tombar automóveis. 

Em geral, o Yakecan costuma se limitar ao oceano, fazendo parte da frente fria comum a esta época do ano, porém desta vez meteorologistas observaram sua vinda inesperada na direção do continente, onde entrou em contato com o sul do Brasil e com o Uruguai.

Essa tempestade mescla características de um ciclone extratropical e um tropical. À medida que ela se aproxima do litoral, ela também pode se intensificar, com a pressão em seu centro caindo muito. Por isso é um ciclone anômalo, com características especiais", explicou Estael Sias, da Metsul Meterologia, em entrevista à Folha de São Paulo.