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Notícias / Coreia do Norte

Coreia do Norte faz centenas de disparos no mar, e Coreia do Sul evacua civis

Segundo governo norte-coreano, disparos são parte de exercício militar; tensões na península das Coreias aumentam e preocupam China

Redação Publicado em 05/01/2024, às 11h41

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Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte - Getty Images
Kim Jong-un, líder supremo da Coreia do Norte - Getty Images

Nesta sexta-feira, 5 de janeiro, um novo episódio marca a intensificação nas tensões na Península das Coreias: a Coreia do Norte disparou cerca de 200 projéteis de artilharia próximo a duas ilhas da Coreia do Sul, o que forçou o governo a evacuar a população civil da região e responder com novos exercícios militares. Tudo isso também chamou atenção da China, que vem atuando na contenção do clima naquela região da Ásia.

Segundo comunicado do Ministério da Defesa da Coreia do Sul, "o Exército norte-coreano disparou cerca de 200 tiros hoje, das 9h00 às 11h00 (21h às 23h de quinta em Brasília), nas áreas de Jangsan-got, no nordeste da ilha de Bangnyeong, e em áreas ao norte [...] da Ilha Yeonpyeong".

Vale mencionar que os disparos ocorreram somente algumas horas depois de Kim Jong-un, líder supremo do norte, ordenar o aumento na produção de lançadores de mísseis, pensando em um possível confronto militar com o sul e um de seus importantes aliados, os Estados Unidos

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Após o episódio recente, autoridades da Coreia do Sul ordenaram a evacuação de civis nas ilhas de Bangnyeong e Yeonpyeong, como uma "medida preventiva". "Primeiro pensei que fossem projéteis disparados pelos nossos militares […] mas depois disseram-me que era a Coreia do Norte", contou ao canal local YTN um residente de Bangnyeong.

Agravamento das tensões

Em resposta à recente agressão da Coreia do Norte, a marinha do Sul também lançou um exercício militar com munição real na ilha fronteiriça de Yeonpyeong, segundo a agência de notícias Yonhap, conforme repercutido pelo O Globo. No entanto, o ato apenas agrava a tensão existente entre as Coreias, visto que o Norte classifica seus próprios exercícios como uma "resposta natural" a exercícios do Sul, como outros realizados anteriormente, inclusive em parceria com os Estados Unidos.

Kim Jong-un / Crédito: Getty Images

O agravamento das tensões ocorrem em um momento em que a Coreia do Norte já vinha preocupando o Sul e outros aliados, depois que a imprensa estatal norte-coreana (KCNA) divulgou imagens de Kim Jong-un em uma fábrica de lançadores de mísseis balísticos intercontinentais, onde o líder supremo pediu a ampliação na produção.

Na visita, o ditador norte-coreano repetiu um discurso que vem dizendo há meses, de que o país deveria estar preparado para um confronto militar com o "inimigo" — no ano passado, ele havia utilizado esse termo para se referir à Coreia do Sul quando ordenou a aceleração de preparativos para uma guerra que poderia "estourar a qualquer momento".

Vale mencionar que 2023 foi o ano em que Pyongyang (capital da Coreia do Norte) realizou o número recorde de testes de armas, em uma crescente tensão com o Sul.

Em meio a tudo isso, e também à aproximação da Coreia do Norte com a Rússia, que segue em conflito com a Ucrânia, a China — principal apoiador internacional de Pyongyang — vem apelando por "contenção" de todas as partes, para que "se abstenham de tomar medidas que agravem a tensão, evitem uma nova escalada da situação e criem condições para a retomada de um diálogo sério."

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