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Notícias / Rina Gonoi

Em decisão histórica, tribunal japonês condena três soldados por agressão sexual

Em vídeo que se tornou viral, Rina Gonoi expôs três ex-colegas das forças de autodefesa do Japão por caso ocorrido em 2021; entenda!

Fabio Previdelli

por Fabio Previdelli

fprevidelli_colab@caras.com.br

Publicado em 12/12/2023, às 11h11

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A ex-soldado Rina Gonoi que fez as acusações - Reprodução/Video/AFP
A ex-soldado Rina Gonoi que fez as acusações - Reprodução/Video/AFP

Nesta terça-feira, 12, o tribunal de Fukushima, no Japão, considerou três ex-soldados culpados por agredir sexualmente de Rina Gonoi. A decisão é vista como uma rara vitória para sobreviventes de casos de abuso, que são considerados um tabu no país. 

Desta forma, os oficiais seniores Shutaro Shibuya, Akito Sekine e Yusuke Kimezawa foram condenados a dois anos de prisão e serão suspensos por quatro anos por "indecência forçada". Rina foi agredida sexualmente em 2021, enquanto estava em exercício militar

Em busca de Justiça

Ex-membro das forças de autodefesa do Japão, a jovem de 24 anos decidiu perseguir seu agressores nos tribunais, algo incomum no país, relata o The Guardian. O caso atraiu manchetes de todo mundo após Gonoi compartilhar sua história em um vídeo no YouTube. 

Na gravação, Rina Gonoi relatou que os três homens, que possuem entre 20 e 30 anos, usaram técnicas de artes marciais para prendê-la na cama, antes de separar suas pernas e, um por um, pressionar repetidamente suas virilhas contra ela para simular um ato sexual. Enquanto um fazia o ato, os outros somente assistiam e davam risadas. 

Após o episódio, Rina relatou o acontecido aos seus superiores, mas a ex-soldado decidiu deixar a corporação em junho do ano passado após nenhuma ação ter sido tomada. Posteriormente, uma investigação militar interna foi arquivada por falta de evidências, disse a AFP. 

Com o vídeo viral, o Ministério Público voltou seus olhos ao caso. Com a comprovação da versão de Gonoi, o Ministério da Defesa apresentou um pedido de desculpas público e afirmou ter demitido cinco homens ligados ao ataque e disciplinado outros quatro.

Por fim, relata o The Guardian, a investigação do Ministério da Defesa desencadeada pelo caso de Gonoi descobriu cerca de 1.400 casos de assédio sexual e intimidação contra mulheres e homens — sendo que a maioria jamais foi relatada. Além disso, em junho, o Japão aprovou legislação que redefine a violação, incluindo a eliminação da exigência das vítimas provarem que tentaram resistir ao seu agressor.

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