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Estudo com múmias revela que doenças cardíacas não são problemas modernos

Analisando corpos mumificados, pesquisadores encontraram artérias obstruídas por colesterol ruim

Joseane Pereira Publicado em 26/09/2019, às 12h23

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- Reprodução

Pesquisadores da Universidade do Texas usaram varredura de imagens em cinco múmias de pessoas que morreram entre 2000 a.C. e 1000 d.C. Publicadas no American Heart Journal, as descobertas revelaram artérias obstruídas por colesterol, da mesma forma que é identificado nos humanos hoje em dia.

"Eu queria ver se as doenças cardíacas são um problema moderno", afirmou Mohamad Madjid, professor de medicina cardiovascular na UTHealth. Ele e sua equipe utilizaram um método chamado espectroscopia para analisar quatro múmias da América do Sul e uma do Oriente médio. “Um cateter é colocado na amostra e envia sinais”, explicou Madjid. "Você pode inferir a diferença entre os vários componentes do tecido, porque cada um tem uma assinatura molecular única, como uma impressão digital."

Dr. Mohamad Madjid com artéria mumificada / Crédito: Maricruz Kwon/UTHealth

 

A amostra mais nova pertencia a um jovem de 18 anos, e a mais velha, a alguém que morreu entre 55 e 60 anos. Mesmo os que morreram jovens mostravam sinais de aterosclerose, formação de placas na parede das artérias que leva a doenças cardíacas. No entanto, o Dr. Madjid acredita que as causas teriam sido diferentes das atuais, como a presença constante de fogueiras, genes mais pobres e infecções que acometiam esses povos.