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Explosão em Beirute: risco de desabamento ameaça edifícios históricos

No total, foram atingidos ao menos 8 mil prédios, entre os quais 640 são locais de importância histórica, segundo informou o Ministério da Cultura do Líbano

Vanessa Centamori Publicado em 14/08/2020, às 11h31

Imagem do Porto de Beirute após a explosão
Imagem do Porto de Beirute após a explosão - Divulgação/YouTube/Sky News/05.08.2020

A explosão que ocorreu em Beirute resultou no risco de desabamento de dezenas de edifícios históricos, segundo alertaram as autoridades libanesas. A ONU, de acordo com o jornal britânico The Guardian, prometeu liderar uma campanha internacional para recuperar a capital do Líbano.

O veículo divulgou um anúncio feito pelo diretor-geral de antiguidades do Ministério da Cultura do Líbano, Sarkis Khoury. Segundo o representante, ao menos 8 mil prédios foram afetados nos bairros de Gemayzeh e Mar Mikhael. Entre esses, 640 edifícios são históricos — e 60 desses últimos correm o risco de desabar. 

Entretanto, segundo a Unesco, outros locais de relevância histórica também foram comprometidos quando as mais de 2,7 mil toneladas de nitrato de amônio causaram a explosão da região portuária. Entre eles, estão o bairro Achrafieh, onde fica o Museu Sursock; e ainda as regiões que abrigam o Museu Nacional e o Museu Arqueológico da Universidade Americana de Beirute.

“A comunidade internacional enviou um forte sinal de apoio ao Líbano após esta tragédia”, anunciou Ernesto Ottone Ramirez, diretor-geral assistente da cultura da agência da ONU. “A Unesco está empenhada em liderar a resposta no campo da cultura, que deve ser uma parte fundamental de esforços mais amplos de reconstrução e recuperação.”