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Falece aos 63 anos, o jornalista Gilberto Dimenstein, em São Paulo

O escritor estava enfrentando uma longa batalha contra o câncer

Penélope Coelho Publicado em 29/05/2020, às 14h45

Fotografia de Gilberto Dimenstein em palestra
Fotografia de Gilberto Dimenstein em palestra - Divulgação

Nesta sexta-feira, 29, o jornalismo brasileiro sofreu uma grande perda com a morte de Gilberto Dimenstein, aos 63 anos. O homem havia declarado que estava lutando contra um câncer que se iniciou no pâncreas e teve metástase para o fígado, desde 2019.

A notícia de sua morte foi confirmada pela família do escritou, que informou que Dimenstein faleceu nesta manhã, às 9 horas por complicações causadas pelo câncer. O enterro do jornalista deverá acontecer neste domingo, 31, na Zona Oeste de São Paulo.

Legado

O criador do site Catraca Livre — veículo onde atuava até então, já havia passado por diversos meios de comunicação de prestígio no Brasil. Como a Folha de São Paulo, onde foi correspondente em Nova York, além de ter passado pela CBN, O Globo, Correio Braziliense entre outros.

Por sua excelente atuação no jornalismo, o escritor foi premiado diversas vezes e chegou a receber em duas ocasiões, o Prêmio Esso de jornalismo, pelas reportagens A Lista da Fisiologia (1988) e O Grande Golpe (1989).

O escritor nascido na cidade de São Paulo, em 28 de agosto de 1956, também já venceu um Prêmio Jabuti de Literatura, na categoria de melhor livro de não ficção, em 1993, pela obra O Cidadão de Papel.

Ao longo de sua carreira, Dimenstein deixou uma grande marca no jornalismo onde ficou conhecido pela defesa dos direitos educacionais e do meio ambiente.