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Família de congolês morto aceita administrar quiosque no Rio de Janeiro

Prefeitura já havia oferecido o local como um acordo de compensação pelo assassinato de Moïse Kabamgabe

Wallacy Ferrari Publicado em 16/03/2022, às 12h59

Montagem com o quiosque e Moïse Kabamgabe
Montagem com o quiosque e Moïse Kabamgabe - Divulgação / G1

A família de Moïse Kabamgabe, congolês morto após cobrar salários atrasados em um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, aceitou um acordo com a Prefeitura para administrar um dos quiosques no Parque Madureira, na Zona Norte.

Quem confirmou a concretização do acordo foi o irmão de Moïse, Djodjo Kabagambe, na noite da última terça-feira, 15, em entrevista ao portal de notícias G1. Anteriormente, a família recusou propostas da administração pública pelo fato de que os primeiros quiosques oferecidos eram próximos ao local onde o congolês foi assassinado.

Em comunicado, a Secretaria Municipal de Fazenda disse que a "decisão foi tomada em comum acordo com os parentes do congolês, que preferiram não assumir a operação dos estabelecimentos oferecidos inicialmente, na orla da Barra da Tijuca".

Moise, que nasceu no Congo, África, trabalhava em um quiosque próximo ao Posto 8, na Barra da Tijuca. Segundo seus familiares, o responsável pelo estabelecimento devia dois dias de salário ao funcionário. Quando Kabamgabe foi cobrar o pagamento, foi espancado até morrer.