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Dono de quiosque onde congolês foi morto será ouvido nesta terça-feira

O jovem Moïse Kabamgabe foi assassinado após exigir pagamento de salário atrasado

Redação Publicado em 01/02/2022, às 13h04 - Atualizado às 13h07

Ivana Lay, mãe de Moïse
Ivana Lay, mãe de Moïse - Divulgação / TV Globo

A Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro ouvirá nesta terça-feira, 1°, o dono do quiosque onde um jovem congolês foi morto na segunda-feira, 24, depois de cobrar pagamento de seu salário atrasado. O caso ocorreu na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. As informações são do G1.

Moïse Kabamgabe, de 24 anos, foi espancado até a morte por um grupo de homens, no local onde trabalhou como atendente. As agressões duraram ao menos 15 minutos e foram gravadas por câmeras de segurança. A família agora busca por justiça.

"O assassinato de Moïse Kabamgabe é inaceitável e revoltante. Tenho a certeza de que as autoridades policiais atuarão com a prioridade e rigor necessários para nos trazer os devidos esclarecimentos e punir os responsáveis. A prefeitura acompanha o caso", declarou prefeito do Rio, Eduardo Paes, de acordo com informações do G1. Até o momento, ninguém foi preso.

Conforme o portal de notícias, a perícia no corpo do rapaz apontou que a morte se deu em razão de um traumatismo no tórax, com contusão pulmonar, causada por ação contundente.

Segundo o laudo do IML, os pulmões da vítima tinham áreas hemorrágicas de contusão, além de vestígios de broncoaspiração de sangue.