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Assassinado aos 20 anos: a curta saga de Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal

Apreciador da arte e da literatura, o herdeiro ao trono teve que abandonar as aspirações artísticas para seguir o militarismo

Victória Gearini Publicado em 24/05/2020, às 11h24

Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal
Luís Filipe, Príncipe Real de Portugal - Wikimedia Commons

Luís Filipe de Bragança, mais conhecido por ser o Príncipe Real de Portugal, era o filho mais velho do rei D. Carlos I de Portugal com a rainha D. Amélia de Orleães. Antes de seu pai subir ao trono, Luís Filipe foi, ainda, Príncipe da Beira. 

Nascido no dia 21 de março de 1887, ainda na infância, recebeu o título de Duque de Bragança, sendo o último morgadio permitido legalmente pelas leis de Portugal. Herdeiro ao trono, o príncipe carregava a linhagem Bragança Saxe Coburgo Gota, sendo um grande apreciador da arte e da literatura, assim como seu pai e avô.

De artista promissor a referência militar 

Ainda jovem, traduziu inúmeras obras de Shakespeare do inglês para o português, e dedicou-se também à pintura e à ciência oceanográfica. Quando criança, Luís Filipe teve uma educação rígida e disciplinada, por meio de aulas particulares em casa. Mais tarde, foi entregue aos cuidados de seu preceptor, um soldado renomado que lhe ensinou táticas de combate e o instruiu ao militarismo.

Luís Filipe quando criança / Crédito: Wikimedia Commons

 

Assim como seu pai, Luís Filipe era um grande admirador da fotografia, sendo um dos colaboradores no Boletim Fotográfico (1900-1914). Embora apaixonado e dedicado pelas artes, suas obrigações militares e reais foram impostas desde muito cedo. 

Em 1907, exerceu a regência de Portugal, quando seu pai foi enviado para uma reunião internacional. Neste mesmo ano, Luís Filipe foi designado, ainda, a uma viagem às colônias portuguesas na África. Assim como seu pai, o Príncipe Real desfrutava do prestígio do Exército.

No entanto, D. Carlos constantemente era ameaçado de morte, o que levou Luís Filipe a jurar proteção eterna ao seu pai. Para isso, o jovem artista trocou os livros e as câmeras fotográficas pelos revólveres Winchester. Acredita-se que Luís Filipe tenha assassinado um dos regicidas, o que mais tarde gerou a implantação revolucionária da República. 

Representação do ataque a Família Real Portuguesa / Crédito: Wikimedia Commons

 

Melancólicos momentos finais 

No dia 1 de fevereiro de 1908, enquanto a Família Real Portuguesa voltava de Vila Viçosa, o rei foi baleado pelas costas, sendo assassinado por alguns elementos da Carbonária. Nesta ocasião, o Príncipe Real estava presente e, numa tentativa de fuga, Luís Filipe foi morto aos 20 anos de idade.

Estima-se que somente a rainha D. Amélia de Orleães tenha sobrevivido ao brutal ataque. Logo em seguida, o Duque de Beja subiu ao trono como D. Manuel II, sendo assim, o último rei de Portugal.


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