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Notícias / Esqueleto

Famoso esqueleto encontrado no México não pertencia a monge, como se acreditava

A verdadeira identidade do esqueleto — rotulado erroneamente por quase meio século — foi revelada recentemente por pesquisadores

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 22/01/2024, às 13h52

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Imagem das escavações do esqueleto realizadas na década de 1970 - Divulgação/INAH
Imagem das escavações do esqueleto realizadas na década de 1970 - Divulgação/INAH

Durante décadas, acreditou-se que um esqueleto exposto no museu do Palácio de Cortés, em Cuernavaca, México, pertencia a um monge espanhol chamado Juan Leyva. No entanto, uma pesquisa arqueológica recente no local proporcionou uma descoberta tão surpreendente que está redesenhando a história da região.

Após danos causados pelo terremoto de Puebla em 2017, o Palácio de Cortés passou por uma reforma. Durante os trabalhos de restauração, pesquisadores do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) revisitaram o esqueleto associado ao suposto monge. A identidade desse indivíduo, rotulado erroneamente por quase meio século, nunca foi confirmada.

A nova análise, de acordo com o portal Olhar Digital, indicou que a pessoa tinha entre 30 e 40 anos ao falecer — conforme atestado pelos desgastes observados nos dentes —, era do sexo feminino e tinha cerca de 1,47 m. 

Apesar das "vértebras deformadas", os pesquisadores não encontraram evidências de doença no esqueleto, deixando o motivo da morte em aberto.

Uma mulher pré-hispânica

O estudo revelou ainda que o corpo data de 1450 a 1500 d.C., anterior à chegada dos colonizadores europeus ao México, tornando improvável a origem espanhola do corpo.

Segundo os autores do artigo, a mulher pertencia ao povo Tlahuica, do México Central, um grupo pré-hispânico — e o Palácio de Cortés, que foi construído pelos espanhóis na década de 1520, parece ter sido erguido em torno dessa sepultura pré-existente.

Está mais relacionado com um enterro pré-hispânico, que pode pertencer ao período de contato ou antes", afirmou Jorge Angulo, arqueólogo do INAH.

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