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Notícias / Independência

Galeria Arte132 apresenta a exposição “O Sequestro da Independência”

A mostra foi concebida em diálogo com o livro homônimo e propõe uma revisão da narrativa construída sobre a Independência da República

Luisa Alves, sob supervisão de Wallacy Ferrari Publicado em 24/08/2022, às 18h56

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Obras da exposição "O Sequestro da Independência" - Divulgação/A4&Holofote
Obras da exposição "O Sequestro da Independência" - Divulgação/A4&Holofote

A exposição “O Sequestro da Independência" foi inaugurada em 13 de agosto, na Galeria Arte 132, e provocou suspiros através de seu objetivo de representar uma história sobre a construção visual do 7 de setembro no Brasil.

O livro 'O Sequestro da Independência - Uma história da construção do mito do Sete de Setembro', que concebeu um diálogo com a mostra, foi lançado no mesmo dia da exposição. Ele conta a construção imagética do mito do 7 de setembro.

Com curadoria de Lilia Schwarcz , Lúcia Klück Stumpf e Carlos Lima Junior, também autores do livro, a mostra abordou capítulos do livro, que giram em torno de seis constatações.

São elas: ‘Os detalhes de uma tela, 1822: o fato da proclamação da independência ter acontecido primeiro no Rio de Janeiro’; ‘1922: a disputa do protagonismo entre o Museu Paulista (Museu do Ipiranga, SP) e o Museu Histórico Nacional (RJ)’; ‘1972: a comemoração ativa dos 150 anos de emancipação política por parte do governo ditatorial militar’; ‘Outras independências pelo Brasil’ e ‘Outros ecos do Grito de Independência’.

A exposição é composta de obras muito conhecidas e pouco conhecidas ao mesmo tempo e propositalmente. A intenção é iluminar as narrativas imagéticas em torno das situações de emancipação política em quatro principais momentos.

Um deles, é o próprio processo de Independência em 1822, outro a comemoração de seu centenário em 1922, os 150 anos do evento comemorados durante a Ditadura Militar em 1972, e o bicentenário neste ano de 2022.

Objetivo central

O objetivo é a demonstração de como cada contexto político atribui os significados que deseja para se adequarem ao momento, "inflamando imaginações".

“Muitas nações se imaginam a partir de uma pintura, a qual, por sua vez, foi imaginada em diálogo com outras telas, muitas vezes estrangeiras. Aqui não foi diferente”, disseram os curadores.

“De pintura encomendada pela Comissão construtora do Edifício-Monumento (futuro Museu do Ipiranga) em 1886, e apoiada por d. Pedro II – numa forma de homenagem de filho para pai – foi virando apenas uma ilustração; um retrato fiel do 7 de setembro às margens do Ipiranga, progressivamente despida de seu significado original, autoria e contexto”, disseram à respeito da pintura “Independência ou morte" de 1888, que para eles, simboliza uma obra especial para a construção da nacionalidade do povo brasileiro.

Verdadeiros heróis da independência

A exposição possui um caráter educativo e revisionário da história do país, buscando explorar uma visão plural e verossímil sobre a Independência. A situação foi bem diferente da retratação de Pedro Américo e outras obras.

Segundo a mostra, os verdadeiros heróis do acontecimento histórico foram mulheres, crianças, indígenas e negros escravizados, que integraram os batalhões durante os conflitos. 

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