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Pesquisa revela veracidade de antigo diário de oficial da SS

O documento retrata os esconderijos secretos onde Egon Ollenhauer acobertou importantes obras de arte roubadas pelo Exército Alemão

André Nogueira Publicado em 16/03/2020, às 12h00

Nazistas roubavam obras de arte
Nazistas roubavam obras de arte - Wikimedia Commons

No ano passado, foi apresentado na Polônia um instigante documento que finalmente foi averiguado por especialistas: o Diário de Egon Ollenhauer, anotações do despacho de diversas obras roubadas e escondidas pelos nazistas, incluindo pinturas de Caravaggio, Rembrandt e Monet. O livreto foi avaliado pela Fundação Śląski Pomost, que considerou as informações confusas.

Ollenhauer teria sido um membro da SS encarregado pela conservação das obras de arte na Baixa Siléia, Polônia, a mando de Guenther Grundmann, e pela ocultação de quadros em 74 esconderijos distintos em 1944. O trabalho dos especialistas envolveu o cruzamento das informações relatadas no papel com a realidade concreta dos locais hoje.

Hermann Goering foi um dos principais incentivadores do roubo de obras / Crédito: Wikimedia Commons

 

Sem ajuda de outras instituições ou empresas, que julgaram o esforço dispendioso demais, os pesquisadores partiram das descrições para verificarem os recintos onde as obras estariam escondidas. A conclusão dos envolvidos não poderia ser outra: os dados do Diário eram imprecisos e suspeitos demais, o que claramente foi identificado como atestado de falsidade.

Instituições relacionadas à divulgação desse estranho documento não se esforçaram em contatar os responsáveis pela averiguação em relação a qualquer negação da falsidade da Fundação, e mesmo os responsáveis pelo aparecimento da fonte não foi mais encontrado. Tudo leva a crer que realmente o Diário de Ollenhauer não trata de verdades factíveis, o que faz rondar ainda mais perguntas em relação a ele.