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Idoso entra em pânico durante voo e acidentalmente aciona o assento ejetável na França

O passeio em um caça militar era um presente dos amigos do aposentado de 64 anos, que apesar do medo, não recusou por vergonha

Wallacy Ferrari Publicado em 14/04/2020, às 07h56

O homem, com um efeito blur para impossibilitar sua identificação, junto a uma fotografia de sua aterrizagem
O homem, com um efeito blur para impossibilitar sua identificação, junto a uma fotografia de sua aterrizagem - Força Aérea Francesa

A Agência de Investigação de Acidentes Aéreos da França publicou o relatório final da investigação de um episódio ocorrido em março de 2019. Como presente de aposentadoria, um idoso de 64 anos, que não teve sua identidade revelada no documento público, foi convidado por amigos para fazer um voo em um caça Rafale-B.

Apesar de nunca ter manifestado vontade de voar de acordo com os depoimentos na investigação, o homem aceitou o presente, justificando que se sentiria desconfortável em recusar o esforço dos amigos e aceitou sobrevoar. Logo na subida, quando o avião ainda não tinha atingido seu ápice, o homem começou a apresentar sinais de desconforto.

Voando a mais de 500 km/h e há cerca de 800 metros do chão, ele optou por puxar a alavanca que ejetava seu assento, acionando um paraquedas. Sem preparo para descer com o paraquedas, o homem ainda perdeu o capacete antes de aterrissar com alguns ferimentos. O piloto sofreu ferimentos leves nas mãos por destroços da ação, mas conseguiu pousar em segurança.

Os investigadores apontaram vários erros desde os protocolos preventivos, como a ausência de um cinto de segurança e o fato de que foi ignorado os antecedentes médicos do passageiro, que por sua vez, não poderia sofrer 3,7g de força durante a decolagem. A frequência cardíaca do homem chegou a 145 batimentos por minuto antes da ejeção.

Após a conclusão da investigação, o incidente será avaliado por uma comissão de defesa do voo e irá ao tribunal para as devidas investigações judiciais, com a possibilidade do aposentado se tornar réu. Talvez, com essa ocasião, o homem aprenda a dizer: “Não, obrigado”.