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Lula fala sobre Dilma e futuro governo: 'Muita gente nova no pedaço'

O ex-presidente deu sua visão sobre os mandatos de Rousseff

Redação Publicado em 26/01/2022, às 15h07

Lula e Dilma Rousseff juntos em 2018
Lula e Dilma Rousseff juntos em 2018 - Getty Images

O ex-presidente brasileiro Lula, apelido de Luiz Inácio Lula da Silva, ainda não confirmou sua candidatura para as eleições presidenciais de 2022, no entanto, o político tem participado de diversas coletivas de imprensa e entrevistas, nas quais fala sobre o que faria caso fosse eleito novamente.

Um dos assuntos no qual Lula tem mais tocado durante estas conversas é quem serão os nomes de seu governo. Além da discussão sobre seu possível vice-presidente Geraldo Alckmin, ex-PSDB, o petista também falou sobre a sua companheira Dilma Rousseff e a possibilidade dela aparecer em sua equipe.

Em uma entrevista nesta quarta-feira, 26, à rádio CBN do Vale da Paraíba, o ex-presidente explicou sua visão sobre Dilma durante seus mandatos, mas, prestou respeito à política.

“O tempo passou, tem muita gente nova no pedaço e eu pretendo montar um governo com muita gente nova, muita gente importante e com muita experiência também. A Dilma é uma pessoa pela qual eu tenho o mais profundo respeito e carinho. A Dilma tecnicamente é uma pessoa inatacável, tem uma competência extraordinária. Onde ela na minha opinião erra é na política”, afirmou.

Junto a essas opiniões, Lula expressou seus pensamentos sobre Rousseff de maneira mais aprofundada e explicou as formas nas quais o PT, incluindo sua pessoa, errou na manutenção do governo de Dilma. As informações são, também, da cobertura do portal de notícias O Globo.

“Ela não tem a paciência que a política exige que a gente tenha para conversar, para ouvir as pessoas, para atender as pessoas mesmo quando você não gosta do que as pessoas estão falando. Eu sou daqueles políticos que se o cara estiver contando uma piada que eu já sei, não vou dizer que já sei essa, não, conta outra vez. Tudo bem, se for necessário rir (...). Nisso eu acho efetivamente que cometemos um equívoco pela pressão em cima da Dilma”.