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Mergulhadores descobrem indícios dos primeiros habitantes das Américas em cavernas no México

As grutas submersas de Yucatan surpreendem pela beleza natural — e agora pelos indícios de mineração primitiva no continente

Wallacy Ferrari Publicado em 06/07/2020, às 10h01

Mergulhador coleta amostras de carvão para análise
Mergulhador coleta amostras de carvão para análise - El Centro Investigador del Sistema Acuífero de Quintana Roo A.C.

Uma equipe de pesquisadores publicou um estudo com cientistas e mergulhadores reunindo evidências de operações de mineração relacionadas aos primeiros habitantes das Américas em cavernas no México. O estudo, publicado na Phys, relaciona a extração de ocre vermelho na gruta de Yucatan com passagens de milhares de anos.

Os autores da pesquisa não concluem a finalidade do uso desse ocre, mas cita os registros em partes da América do Norte que sugere seu uso como antisséptico, protetor solar e repelentes contra vermes e insetos. Porém, em outros trechos da América Central e do Sul, o uso do material era ainda mais comum em funerais e decorações de arte.

Espeleotema com cerca de 15 mil anos / Crédito: El Centro Investigador del Sistema Acuífero de Quintana Roo A.C.

 

Acredita-se que o ambiente deixou de ser explorado após o aumento do nível do mar, inundando o local, há cerca de 2 mil anos atrás. De acordo com os cientistas do estudo, esta é a mais antiga mina de ocre já encontrada no continente.

Professor da Universidade McMaster e merguhlador especializado em arqueologia, o coautor do estudo Eduard Reinhardt explica que, qpesar de te encontrado indícios da ação humana, é dificil a identificação de evidências mais sólidas para recolhimento: "A maioria das evidências de  antiga na superfície foi alterada por processos naturais e humanos, obscurecendo o registro", concluiu.