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Após falas polêmicas, Ministro da Educação diz ter sido tirado de contexto: 'Fiquei muito incomodado'

O pastor Milton Ribeiro rebateu as críticas geradas por falas recentes

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 17/08/2021, às 15h43

Milton Ribeiro durante pronunciamento
Milton Ribeiro durante pronunciamento - Divulgação / Youtube / Poder360

O pastor e advogado Milton Ribeiro, atual ministro da Educação, respondeu nesta terça-feira, 17, às críticas geradas por frases recentes e controversas. 

Na semana passada, o político foi alvo de desaprovação após dizer que "a universidade não é para todos", e na última segunda-feira, 16, Milton voltou às manchetes após afirmar que alunos com deficiência “atrapalham” o aprendizado dos demais. 

A réplica, por sua vez, se deu durante um seminário da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES), e foi repercutida pelo Metrópoles. 

“Quando falei no meio de uma conversa que a universidade não é para todos, eu estava comparando o ensino técnico com o ensino superior. Não basta apenas ter um diploma de nível superior para que se coloque no mercado de trabalho”, argumentou o ministro. 

“Embora a graduação seja importantíssima, hoje temos uma dificuldade muito grande para que as pessoas consigam uma colocação [no mercado de trabalho]. A demanda pelo ensino técnico tem sido muito grande e desafiadora”, disse Ribeiro ainda, informando, portanto, que estava, na verdade, defendendo a necessidade de mais pessoas fazerem ensino técnico. 

Já em relação ao assunto dos estudantes com deficiência, o político afirmou que foi descontextualizado: 

“Fiquei muito incomodado. Minha fala foi tirada do contexto. O inclusivismo, que foi política do governo anterior, pega a criança e joga ela na sala de aula sem nenhum preparo, capacitação e ambiente para receber essas crianças. Temos algumas crianças com grau de autismo severo que ela cria dificuldades para ela e para as outras”, explicou ele. 

Milton também completou que “jamais usaria terminologia baixa e preconceituosa”, ainda conforme o Metrópoles.