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Pássaros exóticos da Amazônia eram vendidos e mumificados no Chile há 500 anos, conclui estudo

Para um dos pesquisadores, a presença dos animais na região, a mais de 10 mil pés e bastante longe de seu habitat, é "incrível"

Ingredi Brunato, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 30/03/2021, às 17h30

Fotografia de papagaio mumificado
Fotografia de papagaio mumificado - Divulgação / Universidade de Tarapacá

Um estudo divulgado recentemente na plataforma da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) analisou 32 múmias de papagaios e araras-vermelhas que foram encontradas no Deserto do Atacama, no Chile

Esses pássaros, vale pontuar, não são nativos da região, o que, para os cientistas, sugere que eles foram comercializados há 500 anos, sendo capturados na Amazônia oriental. 

Fotografia de papagaio mumificado / Crédito: Divulgação/ Universidade de Tarapacá/Jose Capriles

 

"O fato de pássaros vivos atravessarem os Andes [via comércio] em altitude de mais de 10 mil pés é incrível. Eles tiveram que ser transportados através de enormes estepes, clima frio e terrenos difíceis até o Atacama. E tiveram que ser mantidos vivos”, comentou José M. Capriles, um dos pesquisadores por trás do estudo, em um comunicado repercutido pelo site da revista Galileu. 

Os cientistas ainda descobriram que a dieta dos pássaros era semelhante à consumida pelos seus criadores. Sendo assim, os animais consumiam alimentos majoritariamente enriquecidos com nitrogênio de milho.