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Percevejos podem ter surgido na Grã-Bretanha junto aos romanos; entenda!

Novos achados arqueológicos incluem insetos que possivelmente "pegaram carona" com os romanos até a Grã-Bretanha há quase 2 mil anos

Éric Moreira Publicado em 03/02/2024, às 15h08

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Percevejo comum (Cimex lectularius) - Domínio Público via Wikimedia Commons
Percevejo comum (Cimex lectularius) - Domínio Público via Wikimedia Commons

Em toda a história da humanidade, poucos foram os impérios que conquistaram tantos territórios e glórias quanto o dos romanos. Uma parte bem considerável de onde hoje chamamos Europa era de posse do Império Romano, incluindo a região da Grã-Bretanha. E consigo, os romanos levaram várias coisas novas, incluindo os encanamentos, banhos públicos... E inclusive percevejos.

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Escavações recentes em Vindolanda, uma guarnição romana ao sul da Muralha de Adriano, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, revelaram evidências de que tais incômodos insetos podem ter sido transportados pelos romanos até aquela região. "É incrivelmente raro encontrá-los em qualquer contexto antigo", pontua o Dr. Andrew Birley, chefe da equipe arqueológica de Vindolanda ao The Guardian.

A descoberta em questão, segundo o site, foi feita pela estudante Katie Wyse Jackson, de 24 anos, do Colégio Universitário de Dublin que utiliza dos achados em sua pesquisa de mestrado em arqueoentomologia, estudo de insetos em sítios arqueológicos. No caso, em uma das camadas mais baixas de Vindolanda, datada aproximadamente do ano 100 d.C., ela recuperou dois tórax do que acredita terem sido percevejos (Cimex lectularius), insetos que se alimentam de sangue e costumam ficar nas camas das pessoas.

Entre a equipe, também estava o Dr. Stephen Davis, professor de arqueologia ambiental no Colégio Universitário de Dublin. Ele pontua que percevejos já foram encontrados anteriormente em um outro sítio romano da Inglaterra, mas os recém-descobertos teriam sido "os mais antigos encontrados na Grã-Bretanha até hoje". Já assentamentos referentes a outros povos da região, por sua vez, não revelaram a existência desses insetos.

Além disso, ao analisar amostras do solo, Katie Wyse também encontrou restos de besouros que podem fornecer informações bastante específicas sobre aquelas pessoas que acompanhavam. "Posso aprender sobre comércio, armazenamento de alimentos, higiene, eliminação de resíduos através de quais espécies estão presentes e em que quantidade. No momento, estou encontrando uma grande quantidade de grãos e besouros de esterco", conta a estudante.

Portanto, não estamos realmente olhando para um espaço limpo aqui. Mais importante ainda, uma grande proporção dos insetos que encontro são o que chamamos de sinantrópicos. Eles vivem próximos aos humanos."

Isso, no caso, contradiz a reputação de que os romanos fossem extremamente limpos. "[...] Por isso é interessante encontrar todos esses insetos que são contrários a esse pensamento", afirma Katie. "Encontrar este tipo de coisa ajuda a humanizar as pessoas do passado."

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Como chegaram lá?

Uma teoria que tenta responder como os percevejos chegaram à região, que também os associaria aos romanos, é de que os insetos teriam chego na Grã-Bretanha junto dos colchões de palha daqueles que chegavam na região. "É muito provável que eles tenham vindo com tudo o que os romanos estavam trazendo. Hoje vemos percevejos viajando em aviões na bagagem e nas roupas", explica a estudante.

Os romanos traziam roupas, palha e grãos em grandes quantidades enquanto montavam acampamento. Portanto, é a oportunidade perfeita para um ou dois percevejos pegarem carona", complementa.

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