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Pesquisa revela que Twitter permite que anunciantes usem palavras-chave como “supremacia branca” e “anti-gay”

A empresa se desculpou publicamente devido à possibilidade de segmentação que permite alcançar usuários neonazistas e homofóbicos

Isabela Barreiros Publicado em 17/01/2020, às 08h00

Bandeira nazista
Bandeira nazista - Getty Images

Um relatório realizado pela BBC revelou que empresas anunciantes podem definir seu público-alvo via palavras-chave que tem o intuito de odiar grupos específicos. Os termos supremacia branca, neonazismo, anti-gay, anorexia e bulimia são alguns dos exemplos levantados pela pesquisa.

Após a constatação, a empresa pediu desculpas por conta da falha e afirmou que corrigiu os erros. “As medidas preventivas incluem a proibição de certos termos sensíveis ou discriminatórios, que atualizamos continuamente. Nesse caso, alguns desses termos foram permitidos para fins de segmentação. Isso foi um erro”, escreveu o Twitter em comunicado oficial.

A segmentação de anúncios descoberta pela BBC também demonstrou que essas pessoas conseguiam chegar a grupos específicos relacionados aos temas por meio dos anúncios publicitários. O receio é que isso possa ajudar essas organizações a recrutarem mais integrantes.

O mesmo pôde ser visto no que diz respeito a grupos sensíveis, como com pessoas que sofrem com bulimia ou anorexia. Os termos também podiam ser dirigidos, e ainda foi possível restringir a faixa etária de 13 a 24 anos.

O presidente do grupo Anorexia and Bulimia Care Daniel Magson afirmou à BBC que é, constantemente, vítima desses anúncios. "Estou falando sobre meu distúrbio alimentar nas mídias sociais há alguns anos e tenho sido alvo de muitas vezes anúncios com base em suplementos alimentares, suplementos para perda de peso, cirurgia corretiva vertebral", disse.