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Pesquisadores brasileiros descobrem duas novas espécies de dinossauros na China

Vértebras dos animais estavam em rochas fossilizadas de mais de 120 milhões de anos

Fabio Previdelli Publicado em 16/08/2021, às 13h52

Ilustrações de como seriam as espécies encontradas
Ilustrações de como seriam as espécies encontradas - Divulgação/Museu Nacional/Ilustração de Maurilio Oliveira

Rochas fossilizadas de mais de 120 milhões de anos, encontradas na província chinesa autônoma de Xinjiang, abrigam os restos de duas novas espécies de dinossauros saurópodes.

A descoberta foi feita por uma equipe de pesquisadores brasileiros e publicada na última quinta-feira, 12, na Nature Scientific Reports

Através de uma série de vértebras cervicais médias e posteriores articuladas, a equipe constatou que o Silutitan sinensis possui ligações com os Euhelopus, uma espécie chinesa muito mais antiga.

Esse 'parentesco' aconteceu por meio de um período evolutivo muito recente, explica a pesquisadora Kamilla Bandeira, do Museu Nacional/UFRJ, uma das autoras do estudo. 

Já a outra espécie, o Hamititan xinjiangensis, foi encontrada por meio de uma sequência de vértebras caudais anteriores articuladas, o que os ligou ao grupo dos Titanosauridae — uma espécie rara na Ásia, mas muito comum no Brasil e na América do Sul. 

Segundo Bandeira, o achado da espécie “mostra uma combinação incomum de características, especialmente para titanossauros”, explica em nota publicada pelo Museu Nacional. 

Vértebras dos dinossauros que foram analisadas/ Crédito: Divulgação/Museu Nacional

 

De acordo com Alexander Kellner, paleontólogo e coordenador brasileiro do estudo, as descobertas "são particularmente importantes por serem de uma área onde grandes vertebrados, como dinossauros, não foram registrados até esse momento". 

A descoberta se deu por meio de uma parceria cooperativa, que existe desde 2004, entre o Museu Nacional/UFRJ e o Institute of Vertebrate Paleontology and Paleoanthropology (IVPP) de Pequim. Segundo o TecMundo, a colaboração já resultou em mais de vinte trabalhos.  

Paleontólogos do Beijing Museum of Natural History e do Hami Museum também fizeram parte do novo estudo. Mais detalhes da pesquisa podem ser vistos aqui