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Pesquisadores concluíram que a varíola já existia muito antes do que se pensava

Os especialistas encontraram vestígios da doença em ossos de pessoas que viveram durante a Era Viking

Redação Publicado em 24/07/2020, às 07h00

Restos mortais de uma transportadora de varíola
Restos mortais de uma transportadora de varíola - Divulgação / The Swedish National Heritage Board

Cientistas encontraram evidências de varíola presente nos restos mortais de vikings enterrados na Europa. A pesquisa foi publicada na última quinta-feira, 23, pela revista científica Nature.

De acordo com a publicação, isso comprova a presença do vírus em um período muito anterior do que se acreditava até então. Ao longo da história a doença ocorreu em vários surtos, especialmente no século 20. E assim como o novo coronavírus, matou milhares de pessoas até a criação de uma vacina.

A partir de uma análise feita nos dentes e nos ossos das pessoas mortas, os pesquisadores encontraram em 11 cemitérios da Era Viking a presença da doença. Acredita-se que eles tenham morrido entre 600 e 1050 d.C.

“As informações genéticas de 1.400 anos extraídas desses esqueletos são extremamente significativas porque nos ensinam sobre a história evolutiva do vírus que causou a varíola", afirmou o líder da pesquisa, Eske Willerslev.

Os historiadores acreditavam que a varíola existia desde 10.000 a.C, mas, até o momento não haviam evidências o suficiente que comprovassem a teoria. Até hoje, os cientistas ainda não sabem como esse vírus começou a infectar os seres humanos, mas, acredita-se que o contágio aconteceu pelo contato com animais.