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Polícia holandesa tenta resolver enigmático assassinato de 1991 com ajuda de podcast

Com dicas dos ouvintes, as autoridades reabriram o caso e estão investigando a identidade da vítima e do autor do crime

Isabela Barreiros Publicado em 25/11/2019, às 08h00

Reconstrução facial feita pela polícia holandesa
Reconstrução facial feita pela polícia holandesa - Divulgação

Em 1991, um corpo foi encontrado próximo a uma estrada muito agitada na Holanda. O mau cheiro vindo do cadáver enrolado em um cobertor elétrico alertou algumas pessoas que passavam pelo local, o que fez com que elas chamassem a polícia. 

No entanto, o estado avançado de decomposição dificultou o reconhecimento final da vítima. Não conseguindo identificar o corpo, muito menos o autor do crime, as autoridades holandesas se depararam com um mistério.

Com a ausência de testemunhas e sem a possibilidade de divulgar uma imagem do falecido, a polícia só tinha um único vestígio: um anel encontrado na mão do cadáver. Logo foi descoberto que o objeto havia sido fabricado, e entregue por correspondência, pela companhia Otto. Assim, os compradores do produto foram rastreados.

Muitos ainda carregavam o objeto, no entanto, um deles afirmou que o seu anel havia sido vendido para um homem desconhecido num bar localizado em Amsterdã. As autoridades foram informadas que o comprador frequentava o mesmo bar com frequência. Por outro lado, também foi revelado que ele havia sumido. Assim, a polícia nunca conseguiu identificar seus traços ou se corpo encontrado na estrada era dele. Sem novidades, o caso foi encerrado.

Todavia, o cenário foi alterado. A polícia local lançou um podcast de três episódios, onde é narrado os detalhes do brutal crime, no intuito de tentar solucionar o mistério de uma vez. Embora não tenha permissão para revelar particularidades do caso, o programa envolveu toda a cidade.

Os ouvintes, diariamente, trazem novas informações ou dicas que consideram úteis para chegar à respostas. Até o momento, as autoridades não conseguiram apontar nomes que poderiam ser responsabilizados pelo homícidio. Entretanto, eles estão confiantes.

"Nosso primeiro objetivo é identificar a vítima e contar a seus parentes, após 28 anos, o que aconteceu. Nosso segundo objetivo é encontrar o assassino e levá-lo a julgamento”  disse Rob Boon, coordenador do podcast.